sábado, 27 de fevereiro de 2010

PALAVRA MORTA
Sinto-me num embaraço de neurônios... Cansada, vencida e sem forças. Desisto de tudo, de mim do meu eu. Durmo e acordo no mesmo embaraço... Palavra distorcida. Quem a entortou como fibras de DNA? Esticou e encolheu como uma sanfona desafinada sem nenhuma melodia. Palavra pequena carregada de grande significado achatada como formiga. Textos e mais textos e a palavra? Palavra lagarta vira borboleta, voa pousar em outro texto e morre sem importância. Nasce nova lagarta na tentativa de quando for borboleta voar longe, colorir o ar, o espaço desejado. Pobre lagarta morrerá em novos textos. Palavra como onda nasce de mansinho, cresce, num tamanho significado, diminui e morre dando seu último suspiro na areia. Palavra teimosa repete, repete, repete cansa e se cala... Palavra que dorme profundamente nunca será despertada. Palavra enterrada nunca mais dita, esquecida. Com um dizer em sua cova. AQUI DORME ETERNAMENTE UMA PALAVRA...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ERA UMA VEZ.

ERA UMA VEZ... PORQUE NÃO FORAM DUAS VEZES... APENAS UMA...
EXISTEM AUTORES QUE DIZEM " QUEM VIVE DUAS VEZES O MESMO ACONTECIMENTO É PORQUE NÃO COMPREENDEU O SEU PASSADO." E QUEM VIVE TRÊS, QUATRO? MUITO MENOS. SE BEM QUE A VIDA É UM CÍCLO. SERÁ QUE OS ACONTECIMENTOS DA NOSSA VIDA TAMBÉM SEGUEM EM CÍRCULOS? A MINHA ATITUDE PARA RESOLVER DETERMINADO PROBLEMA É SEMPRE A MESMA? USO SEMPRE AS MESMAS PALAVRAS? OS MESMOS GESTOS? O MESMO COMPORTAMENTO DE SEMPRE QUE DETERMINA A MINHA PERSONALIDADE? OU SERÁ QUE DIANTE DE UMA PERGUNTA REPETITIVA OU DE UM FATO REPETITIVO EU NÃO SEJA REPETITIVA? TUDO QUE SE REPETE CANSA. AO MENOS QUE EU NÃO ENTENDA O SIGNIFICADO DO FAZER DE NOVO. É QUE NO FUNDO EU NÃO TENHA COMPREENDIDO O PORQUÊ O SOL “NASCE”. QUE NA VERDADE NÃO NASCE. EXISTE UMA HISTÓRIA E POR TRÁS DESSA HISTÓRIA OUTRA HISTÓRIA, QUE NA VERDADE ACABO NÃO SABENDO O SIGNIFICADO... HUMM. ENTÃO REPETE E NÃO SE CANSA AQUILO QUE TEM UM FUNDO DE MISTÉRIO. SOMENTE MISTÉRIO OU BELEZA TAMBÉM? FALAR EM BELEZA NESSA ERA É ENTRAR EM CAMPOS CONFUSOS. COMO DIZEM MUITOS AUTORES “O BELO” É DISCUTÍVEL, PODE-SE ATÉ PENSAR EM CHEGAR A UM PADRÃO DE ACORDO COM A MAIORIA. MAS NÃO SERÁ VERDADEIRAMENTE O BELO. PORQUE O CONCEITO DE BELO NÃO ESTÁ LIGADO A UMA FORMUSURA, ALGO LINDO, MARAVILHOSO. ESTÁ RELACIONADO A ALGO QUE NOS FASCINA INDEPENDENTE DE SER BONITO OU FEIO. O BELO É AQUILO QUE ME CAUSA SENSAÇÕES, ESTRANHAMENTO, MUDANÇAS. SERÁ QUE POSSO DIZER QUE O ATO DE SE REPETIR PODE SER BELO SE A CADA VEZ QUE SE REPETEM ME CAUSA SENSAÇÕES? SERÁ QUE O BELO PODE SER O ATO DE SE REPETIR? SERÁ QUE O BELO É O PRÓPRIO CÍCLO QUE NÃO QUEREMOS QUE SEJA INTERROMPIDO? INTERROMPER SIGNIFICA MUDAR. MUDAR SIGNIFICA NOVO CÍCLO. SERÁ QUE É NOVO MESMO? E O CONCEITO DE NOVO? SE ESTIVER SEMPRE LIGADO AO VELHO. É UM NOVO OU É UMA CONTINUIDADE? SERÁ QUE TODAS ESSAS DÚVIDAS É O MISTÉRIO DO ATO DE SE REPETIR? SERÁ QUE GOSTO DAS SENSAÇÕES QUE ME CAUSA O ATO DE REPETIR E POR ISSO REPITO? E O QUE NÃO ME CAUSA BOAS SENSAÇÕES, EU NÃO TORNO A FAZÊ-LO? VÊ-LO? A SENTIR? REALMENTE EU NÃO CHEGUEI A UMA CONCLUSÃO. ISSO SIGNIFICA QUE ESSE TEXTO VAI SE REPETIR.

ERA UMA VEZ... DUAS...TRÊS E A HISTÓRIA SE REPETE...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CÍNICO
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CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO
CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO
CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO CÍNICO
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