A MORTE NÃO É O FIM. NEM O COMEÇO. É APENAS UMA PALAVRA.
"A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que o seu mundo seja uma fantasia, sua vida um sonho,nem qualquer outra coisa assim, poética e pseudofilosófica. Isso significa que 'seu mundo' é maior que os estímulos que o cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada..." (LANGER, Suzanne K.) - Filosofia e Psicologia da Arte
quinta-feira, 5 de maio de 2016
A LIBIDO
Não
é somente o domínio do corpo que me deixa feliz. É preciso mais que isso. É
preciso o domínio da alma...
Falar
demais pode atrair pessoas. Ou expulsá-las de vez...
Eu
não sei se verdadeiramente Freud está correto. Não sei se tudo gira em torno de
um órgão ou pela falta dele, ou se tudo de ruim que nos acontece está
indiretamente ligado a ‘energia de vida’. Ou ainda se o tal ‘método perigoso’ realmente
é válido ou se simplesmente é mais um capricho do capitalismo.
Mas eu sei de uma coisa, não importa o grau de escolaridade das pessoas que amo, palavras de afeto vindas delas não tem preço e cura todo a minha angústia.
Mas eu sei de uma coisa, não importa o grau de escolaridade das pessoas que amo, palavras de afeto vindas delas não tem preço e cura todo a minha angústia.
MEU EU DE AGORA
Gosto de admirar as estrelas, o sol, as nuvens, as chuvas, os animais, as plantas, as borboletas, mas deixo-os livres porque possui-los faria com que perdessem muito do encanto e sei que eles sempre estarão ali, pode não ser a mesma borboleta, a mesma chuva, as mesmas nuvens, mas eu também não serei a mesma o tempo todo.
A TAÇA GREGA
A noite se esvaiu e eu ainda
sinto o gosto não do “copo de coléra” como foi-me indicado a ler. Era mais, a
quantidade era bem mais. Numa gigantesca taça fina, muito culta. De tanta
cultura, ciências, a razão era o primeiro lugar. Consumi a taça tão bem
ornamentada, como “O Vaso Grego” de Olavo Bilac, juntamente com seu conteúdo. O
efeito durou a noite toda, a cólera não mata por completo, corrói apenas parte
de minha alma. Eu ainda sinto o efeito que vai do estomago a garganta. A cólera
queima na garganta consumindo todo meu pensamento, apagou todas as sensações,
só vejo imagens frias. O estomago não sabe o que é a dor da fome ou da cólera,
misturaram-se. Como se a fome fosse uma cólera e a cólera uma fome. Eu poderia
sentir essa imensa fome, senão tivesse ingerido aos olhos a culta taça
gigantesca de cólera. Maldito os olhos que nos levam a perdição, e bendito os
olhos que reina sobre todos os sentidos. “Eu necessito de vós”. A taça enroscou-me
a garganta, aos olhos e estomago, eram partes pequenas e num instante
cresceram. Como os pés do “Abapuru” de Tarsíla. Eu só tenho essas partes do meu
corpo, eu só sinto essas partes do meu corpo. Os cacos são como uma espada enfiada
da boca desce a garganta e ao estomago, sem sangue, sem lágrimas, mas que
sufoca. Tenho inveja de Munch que conseguiu congelar o seu “Grito” em tela e tintas.
Eu não consigo na oralidade ou na escrita. A melhor maneira de lidar com a
espada é decúbito dorsal onde a dor se espalha por todo o peito, sufocando
menos a garganta. Talvez fosse essa cólera que fez Van gogh cortar sua orelha.
Quem se importaria com a dor de uma orelha cortada quando se tem uma espada na
garganta? Não temos “Girassóis”, porque o sol é raridade e nada de “Starry Satrry
Night” porque a chuva se faz presente constantemente. Eu só tenho é esperar...
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