terça-feira, 13 de setembro de 2016


A MORTE NÃO É O FIM. NEM O COMEÇO. É APENAS UMA PALAVRA.











O céu é um dos mistérios mais doce que existe. Tem sabor de Chocolate. Ah!!! se tem.


quinta-feira, 5 de maio de 2016


A LIBIDO




Não é somente o domínio do corpo que me deixa feliz. É preciso mais que isso. É preciso o domínio da alma...
Falar demais pode atrair pessoas. Ou expulsá-las de vez...

Eu não sei se verdadeiramente Freud está correto. Não sei se tudo gira em torno de um órgão ou pela falta dele, ou se tudo de ruim que nos acontece está indiretamente ligado a ‘energia de vida’. Ou ainda se o tal ‘método perigoso’ realmente é válido ou se simplesmente é mais um capricho do capitalismo. 
Mas eu sei de uma coisa, não importa o grau de escolaridade das pessoas que amo, palavras de afeto vindas delas não tem preço e cura todo a minha angústia.




                                                
                                                         MEU EU DE AGORA




Gosto de admirar as estrelas, o sol, as nuvens, as chuvas, os animais, as plantas, as borboletas, mas deixo-os livres porque possui-los faria com que perdessem muito do encanto e sei que eles sempre estarão ali, pode não ser a mesma borboleta, a mesma chuva, as mesmas nuvens, mas eu também não serei a mesma o tempo todo.





                                                A TAÇA GREGA

A noite se esvaiu e eu ainda sinto o gosto não do “copo de coléra” como foi-me indicado a ler. Era mais, a quantidade era bem mais. Numa gigantesca taça fina, muito culta. De tanta cultura, ciências, a razão era o primeiro lugar. Consumi a taça tão bem ornamentada, como “O Vaso Grego” de Olavo Bilac, juntamente com seu conteúdo. O efeito durou a noite toda, a cólera não mata por completo, corrói apenas parte de minha alma. Eu ainda sinto o efeito que vai do estomago a garganta. A cólera queima na garganta consumindo todo meu pensamento, apagou todas as sensações, só vejo imagens frias. O estomago não sabe o que é a dor da fome ou da cólera, misturaram-se. Como se a fome fosse uma cólera e a cólera uma fome. Eu poderia sentir essa imensa fome, senão tivesse ingerido aos olhos a culta taça gigantesca de cólera. Maldito os olhos que nos levam a perdição, e bendito os olhos que reina sobre todos os sentidos. “Eu necessito de vós”. A taça enroscou-me a garganta, aos olhos e estomago, eram partes pequenas e num instante cresceram. Como os pés do “Abapuru” de Tarsíla. Eu só tenho essas partes do meu corpo, eu só sinto essas partes do meu corpo. Os cacos são como uma espada enfiada da boca desce a garganta e ao estomago, sem sangue, sem lágrimas, mas que sufoca. Tenho inveja de Munch que conseguiu congelar o seu “Grito” em tela e tintas. Eu não consigo na oralidade ou na escrita. A melhor maneira de lidar com a espada é decúbito dorsal onde a dor se espalha por todo o peito, sufocando menos a garganta. Talvez fosse essa cólera que fez Van gogh cortar sua orelha. Quem se importaria com a dor de uma orelha cortada quando se tem uma espada na garganta? Não temos “Girassóis”, porque o sol é raridade e nada de “Starry Satrry Night” porque a chuva se faz presente constantemente. Eu só tenho é esperar...