FECHANDO AS CORTINHAS...
UM NOVO ESPETÁCULO COMEÇARÁ.
HOJE quero saudar a minha coragem de ter transformado 2010 em dois anos.
Muito trabalho, estudo, mudanças, desavenças, separações, alegrias...
Foram lágrimas, risos, palavras que teceram cada mês do ano,
Que moldaram a minha fisionomia...
Que aceleraram os batimentos cardíacos...
Hoje posso fazer das palavras de Vinicius as minhas;
Que de tudo ao que passei eu fui atenta,
Que vivenciei todos os vãos momentos,
E que foram infinitos enquanto duraram...
Que venha o ano novo...
UM FELIZ 2011 A TODOS!!
"A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que o seu mundo seja uma fantasia, sua vida um sonho,nem qualquer outra coisa assim, poética e pseudofilosófica. Isso significa que 'seu mundo' é maior que os estímulos que o cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada..." (LANGER, Suzanne K.) - Filosofia e Psicologia da Arte
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Ao coração alado da noite
A quem me vi no espelho.
Estava no meu tempo?
Mas qual é o meu tempo?
Como pode coração afirmar tais palavras?
Não sei qual é o meu tempo,
as vezes , pareço não ter tempo
mas, o tempo é tudo que eu tenho,
é tudo que posso ter de concreto.
É o tempo que conto...
é o tempo que me apego...
“O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio
Mas deixaram suas marcas...”
(coração alado)
A quem me vi no espelho.
Estava no meu tempo?
Mas qual é o meu tempo?
Como pode coração afirmar tais palavras?
Não sei qual é o meu tempo,
as vezes , pareço não ter tempo
mas, o tempo é tudo que eu tenho,
é tudo que posso ter de concreto.
É o tempo que conto...
é o tempo que me apego...
“O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio
Mas deixaram suas marcas...”
(coração alado)
Minha presença
Eu era um oceano, colorido, cheio de vida e movimentos.
Me tornei um lago ainda colorido e com vidas.
Tempo depois me transformei num simples riacho com poucas vidas,
Mas ainda colorido.
Do riacho as águas foram se evaporando e as vidas morrendo.
Me tornei uma poça.
Vieram os dias de sol...
Evaporei-me formando um pequeno arco-íres.
Hoje junto as gotículas
Que cairão e foramarão um novo oceano.
Eu era um oceano, colorido, cheio de vida e movimentos.
Me tornei um lago ainda colorido e com vidas.
Tempo depois me transformei num simples riacho com poucas vidas,
Mas ainda colorido.
Do riacho as águas foram se evaporando e as vidas morrendo.
Me tornei uma poça.
Vieram os dias de sol...
Evaporei-me formando um pequeno arco-íres.
Hoje junto as gotículas
Que cairão e foramarão um novo oceano.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
REFLEXÃO
A palavra REFLEXÃO vem do latim "reflectire" que significa "voltar atrás". É, pois um (re)pensar, ou seja, um pensamento em segundo grau. (...) Refletir é o ato de retomar, considerar os dados disponíveis, revisar, vasculhar numa busca constante de significados. É examinar detidamente, prestar atenção, analisar com cuidado. E isto é filosofar.
SAVIANI (1987, pág. 23).
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
VIVENDO O PRESENTE SEM OBJETIVO
Às vezes me canso.
Penso em não remar contra a maré.
Penso em distribuir sorrisinhos e abraços a todos.
Ora! Não é isso que fazem comigo?
De sorriso em sorriso, de abraço em abraço serei o que chamam de “legal”.
É só seguir mansamente a direção das águas, sem questionar, sem criticar, sem observar.
É só aceitar e pronto já sou legal.
E o tempo?
Ah! O tempo agente esquece, o importante é ouvir o outro contar as belas façanhas, não posso me esquecer do sorriso é claro.
E se tiver alguém esperando?
Ora essa! Que espere.
Primeiro eu depois os outros.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A BORBOLETA PRETA
A borboleta passando pela janela entrou num quarto onde havia um homem.
_ Que sublime ser!
Não é mesmo borboleta?
Pode nos deixar feliz, infeliz e até nos tirar a vida.
Mas é belo.
E encantamos com ele, você e eu...
Talvez não tivéssemos o mesmo destino...Ou parecido...
Eu posso sentir a alegria que você sentiu ao esvoaçar em torno do homem que estava no quarto, posso ver seus olhos a analisá-lo, admirando e examinando cada parte de seu corpo.
_Viu aquela pinta nas costas dele? Chamou-me atenção porque não vi nenhuma além daquela.
Você gostou dos olhos?
_Lindos olhos pretos! São olhos de tigres brilhando na escuridão. Por trás do brilho uma história de caça, de conquista e sobrevivência.
Por aprender a lutar pela sobrevivência se tornam homens frios incapazes de responder a um gesto de carinho. E tu borboleta tão meiga a ponto de se aproximar e dispor de todo a sua história diante do homem, num simples beijo.
Não borboleta, você errou...
Ao adquirir inteligência muitos petrificam o coração, e o que você fez, para ele, foi apenas incomodá-lo. Você é apenas uma simples borboleta “negra como noite”. Você não tem brilho e beleza feito às outras.
Não temos, você e eu.
Observe de longe a inteligência de um homem antes de se aproximar... Pode ser que a sua visão de mundo seja tão grande que ele a reduz numa vida inútil. Atribuir valores é uma forte característica humana. Andam em bandos segundo seus valores, mas mudam de bando conforme mudam de valores.
Seu erro lhe custou à vida, não pelo seu gesto de amor, mas pela sua insistência de permanecer no quarto. Não viu que sua presença o incomodava? Não notou a fisionomia do homem que não tinha nada a lhe oferecer, apenas te expulsar?
_Pobre borboleta!
Que motivo terias tu de permanecer ali, senão amor.
Quantas outras borboletas cegas de amores, sofrendo, sem pernas, de asas quebradas ou sem asas, permanecem até a morte?
Não, eu não escolhi o mesmo destino que você, minha insistência não pode custar-me a vida.
Não serei teimosa...
Os homens são seres úteis, agradáveis e controladores.
Controlar é a aflição do século XXI, pessoas, informações, máquinas, objetos, comida, poder, sentimentos, desejos...
De todos o que não se controla por muito tempo é o desejo. Podem sufocá-los, mas eles sempre estarão vivos, grudados em seu ser como um parasita e aos poucos definem a pessoa que você é. Foi o que te matou, morreu pelo desejo de permanecer.
_Eu te entendo pequeno ser.
Era outro mundo, com brilho, vida e inteligência.
A inteligência foi o que mais te prendeu ali.
Eu sei que o seu desejo de permanecer era para se deleitar na inteligência do homem.
Era para mergulhar no subconsciente, descobrindo seu medo e segredos, decodificando o seu ser. Essa zona de aproximação que você queria alcançar é permitida apenas a alguém que lhe é dado uma senha chamada Amor. E você não tinha a senha...
Morreu porque não tinha a reciprocidade, não foi compreendida, não foi amada...
Andréia in Memória Póstumas de Brás Cubas - Capítulo - XXI A BORBOLETA PRETA.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
ORNAMENTO
Monstro do pântano cujo dente foi arrancado a golpes de machado, não o querem por perto. Permaneça-te na lama de onde veio. Se for monstro feito de barro, mistura-te a ele e torne-se um único elemento, mais nada. Se for homem composto de atrocidades, afunda-te na lama escondendo seu coração para não ser visto rastro de humanidade.
Homem ou monstro não importa.
O que vale é à lama que te cobre.
Todo homem é barro.
Todo homem é monstro.
Todo homem é solitário...
Unta-te da mais pura composição da natureza humana,
Cujo elemento não se encontra na sociedade.
Adorna-te do que está sob seus olhos e dentro do seu ser.
Sinta prazer num banho demorado de esmeralda, topázio, rubi e ouro.
Não deixará de ser homem monstro, mas a lama que te reveste dá o seu valor.
sábado, 6 de novembro de 2010
POR MAIS QUE DISFARCE AS PALAVRAS SEMPRE SERÁ O ESPELHO DE SUA ALMA
Sapo: Oi fada
Sapo: É minha fada madrinha?
Fada: Não, senhor.
Sapo: Que pena sou uma sapo querendo virar príncipe.
Fada: Ah! senhor sapo. Não sou uma fada boa.
Sapo: Aí Aí Aí. Fada má. São bruxas ou feiticeiras. Será que vou pro caldeirão? Sapo só se ferra nessas histórias.
Fada: Não comerei sapo algum.
Sapo: Vai me dizer que nunca engoliu um sapo na vida?
Fada: Conviver com sapos faz parte da vida humana, mas não precisamos engoli-los.
Sapo: Eu já engoli vários. Faz parte, a sociedade é hipócrita. E temos que sobreviver. Duvido alguém totalmente honesto e sincero.
Fada: Já os colocou para fora? Ou tens muitos sapos dentro de você?
Sapo: Na realidade não procuro sapos. Eu estou atrás de uma perereca.
Sou um príncipe. Mas finjo ser sapo. Só pra beijar princesas na boca.
Fada: Ufa! Sou fada.
Sapo: Sou democrático. Todas as princesas têm os mesmos direitos comigo.
É só ser princesa original de fábrica.
Fada: Como é ser princesa falsificada?
Sapo: É dessas que vem com... Não sabe não?
Fada: Não...
Então tu és príncipe.
Sapo: Digamos que sou verde, mas não sou rã. Talvez um ogro tipo sherek, porque sou careca, gordo e feio. Bom, também tenho um sorriso encantador.
Fada: Sem dentes?
Sapo: Não eu tenho dois.
Fada: Senhor sapo.
Sapo: Coach coach. Desculpe deu câimbra na língua quando fui pegar uma mosca.
Fada: Desse jeito você vai demorar a beijar alguma princesa... Gosto de príncipes. Tenho um pequeno príncipe...
Sapo: Todos têm um pouco de pequeno príncipe.
Fada: O que sabe sobre ele?
Sapo: “Tu tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Fada: Realmente é um príncipe. E não é um príncipe qualquer.
Sapo: Sou várias personagens. A cada presença um novo discurso, um novo cenário. Mas quando encontro alguém inteligente meu personagem cai por terra, aparece meu eu verdadeiro. Adoro a inteligência. O cérebro é a parte do meu corpo que mais tenho orgulho... Gosto de exercitá-lo.
Fada: Qual é o seu verdadeiro eu?
Sapo: Tenho que ir. Tchau!
Fada: Tchau!
(Deixou passar o seu eu quando transmitiu em palavras a dor que mais aflige a sua alma - saudade)
Pode ser mil personagens, mas és um pequeno príncipe.
Sapo: Oi fada
Sapo: É minha fada madrinha?
Fada: Não, senhor.
Sapo: Que pena sou uma sapo querendo virar príncipe.
Fada: Ah! senhor sapo. Não sou uma fada boa.
Sapo: Aí Aí Aí. Fada má. São bruxas ou feiticeiras. Será que vou pro caldeirão? Sapo só se ferra nessas histórias.
Fada: Não comerei sapo algum.
Sapo: Vai me dizer que nunca engoliu um sapo na vida?
Fada: Conviver com sapos faz parte da vida humana, mas não precisamos engoli-los.
Sapo: Eu já engoli vários. Faz parte, a sociedade é hipócrita. E temos que sobreviver. Duvido alguém totalmente honesto e sincero.
Fada: Já os colocou para fora? Ou tens muitos sapos dentro de você?
Sapo: Na realidade não procuro sapos. Eu estou atrás de uma perereca.
Sou um príncipe. Mas finjo ser sapo. Só pra beijar princesas na boca.
Fada: Ufa! Sou fada.
Sapo: Sou democrático. Todas as princesas têm os mesmos direitos comigo.
É só ser princesa original de fábrica.
Fada: Como é ser princesa falsificada?
Sapo: É dessas que vem com... Não sabe não?
Fada: Não...
Então tu és príncipe.
Sapo: Digamos que sou verde, mas não sou rã. Talvez um ogro tipo sherek, porque sou careca, gordo e feio. Bom, também tenho um sorriso encantador.
Fada: Sem dentes?
Sapo: Não eu tenho dois.
Fada: Senhor sapo.
Sapo: Coach coach. Desculpe deu câimbra na língua quando fui pegar uma mosca.
Fada: Desse jeito você vai demorar a beijar alguma princesa... Gosto de príncipes. Tenho um pequeno príncipe...
Sapo: Todos têm um pouco de pequeno príncipe.
Fada: O que sabe sobre ele?
Sapo: “Tu tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Fada: Realmente é um príncipe. E não é um príncipe qualquer.
Sapo: Sou várias personagens. A cada presença um novo discurso, um novo cenário. Mas quando encontro alguém inteligente meu personagem cai por terra, aparece meu eu verdadeiro. Adoro a inteligência. O cérebro é a parte do meu corpo que mais tenho orgulho... Gosto de exercitá-lo.
Fada: Qual é o seu verdadeiro eu?
Sapo: Tenho que ir. Tchau!
Fada: Tchau!
(Deixou passar o seu eu quando transmitiu em palavras a dor que mais aflige a sua alma - saudade)
Pode ser mil personagens, mas és um pequeno príncipe.
sábado, 30 de outubro de 2010
Mamãe queria te contar:
Não me peça silêncio, porque não sei me calar.
Não me deixe sozinho, de medo eu posso chorar.
Não me peça para andar,
Tenho pressa, tenho sede de viver
E correr me satisfaz.
Não me peça para guardar segredos,
Não consigo ainda guardar os meus brinquedos
Que estão do lado de fora do meu corpo,
Quanto mais guardar palavras dentro de mim.
Não me peça para me acalmar quando recebo um NÃO.
O que tenho a fazer se quem eu amo me disse NÃO?
O que posso fazer senão chorar?
Não me faça dormir.
Dormir é morrer por horas, e depois acordar.
E eu não quero morrer, quero brincar.
Não me deixe longe dos meus amigos,
Melhor que os brinquedos são os amigos.
Não se afaste de mim, me cobrindo de brinquedos.
Teu abraço, teu sorriso, teu cheiro é o maior brinquedo
Inesquecível que uma criança pode ter.
Era tudo que eu queria te contar.
Andréia
Não me peça silêncio, porque não sei me calar.
Não me deixe sozinho, de medo eu posso chorar.
Não me peça para andar,
Tenho pressa, tenho sede de viver
E correr me satisfaz.
Não me peça para guardar segredos,
Não consigo ainda guardar os meus brinquedos
Que estão do lado de fora do meu corpo,
Quanto mais guardar palavras dentro de mim.
Não me peça para me acalmar quando recebo um NÃO.
O que tenho a fazer se quem eu amo me disse NÃO?
O que posso fazer senão chorar?
Não me faça dormir.
Dormir é morrer por horas, e depois acordar.
E eu não quero morrer, quero brincar.
Não me deixe longe dos meus amigos,
Melhor que os brinquedos são os amigos.
Não se afaste de mim, me cobrindo de brinquedos.
Teu abraço, teu sorriso, teu cheiro é o maior brinquedo
Inesquecível que uma criança pode ter.
Era tudo que eu queria te contar.
Andréia
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
À minha querida alma que inquieta está.
Vai-te de galho em galho querendo repousar.
Não te aflige pequena, descanso encontrarás,
É preciso fortificar...
O galho pode ser fino e vir a quebrar.
E tu alma querida, ainda não aprendeu a voar.
De asas tão pequenas como estrelas do mar!
Vai-te sofridamente aos galhos repousar,
Não esqueça alma fumegante deste corpo carregar.
És a tua cruz, até o dia em que dele se desprenderá.
Enquanto isso alma minha não queira retornar,
Aos galhos do passado que bons frutos não há.
Alegra-te alma pulsante em seu pouco espaço viajar,
Não querias, hoje, a imensidão porque não saberás retornar.
O corpo necessita de ti para essa jornada continuar.
Alimenta-te alma mutante do que julgas te cativar,
Lembra-te da sombra maravilhosa da árvore em que está,
Recorda-te da água cristalina que lhe vem a banhar.
Acorde alma “sonhante” não queira regressar!
Ao galho de folhas secas que não te deixa levantar.
Lembra-te alma minha que nem todos os galhos convêm repousar,
Mas da árvore não deverás deixar.
Lembra-te alma minha das folhas a balançar,
Trazem um som que a ti faz alegar.
Sente alma minha a paz onde está,
Pare de voar de galho em galho procurando o que não há.
Cuide alma minha deste corpo a te acompanhar,
O chão será o seu sombrio lar.
E tu alma querida aprenderá a voar,
Pois a árvore não mais existirá.
Vai-te de galho em galho querendo repousar.
Não te aflige pequena, descanso encontrarás,
É preciso fortificar...
O galho pode ser fino e vir a quebrar.
E tu alma querida, ainda não aprendeu a voar.
De asas tão pequenas como estrelas do mar!
Vai-te sofridamente aos galhos repousar,
Não esqueça alma fumegante deste corpo carregar.
És a tua cruz, até o dia em que dele se desprenderá.
Enquanto isso alma minha não queira retornar,
Aos galhos do passado que bons frutos não há.
Alegra-te alma pulsante em seu pouco espaço viajar,
Não querias, hoje, a imensidão porque não saberás retornar.
O corpo necessita de ti para essa jornada continuar.
Alimenta-te alma mutante do que julgas te cativar,
Lembra-te da sombra maravilhosa da árvore em que está,
Recorda-te da água cristalina que lhe vem a banhar.
Acorde alma “sonhante” não queira regressar!
Ao galho de folhas secas que não te deixa levantar.
Lembra-te alma minha que nem todos os galhos convêm repousar,
Mas da árvore não deverás deixar.
Lembra-te alma minha das folhas a balançar,
Trazem um som que a ti faz alegar.
Sente alma minha a paz onde está,
Pare de voar de galho em galho procurando o que não há.
Cuide alma minha deste corpo a te acompanhar,
O chão será o seu sombrio lar.
E tu alma querida aprenderá a voar,
Pois a árvore não mais existirá.
domingo, 24 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Fui-me embora de pasárgada
Não sou amiga do rei
Não tive a recepção desejada
Não pude fazer as loucuras que imaginei
Fui-me embora de pasárgada
Aqui eu finjo ser feliz
Lá todas eram melhores que eu
Eu não tinha existência
Eu não tinha o que sempre quis
Aqui eu tenho que trabalhar
Tenho que estudar
Tenho que relatar
Tenho que fazer-me viva
Lá estava esquecida
Por toda a vida
Fui-me embora de pasárgada
O lugar já não me convém
Nenhum amor me satisfaz
Há a saudade do que não existe mais
Fui-me embora de pasárgada
Ao rei que não vejo mais
Que descansa em paz
Não sou amiga do rei
Não tive a recepção desejada
Não pude fazer as loucuras que imaginei
Fui-me embora de pasárgada
Aqui eu finjo ser feliz
Lá todas eram melhores que eu
Eu não tinha existência
Eu não tinha o que sempre quis
Aqui eu tenho que trabalhar
Tenho que estudar
Tenho que relatar
Tenho que fazer-me viva
Lá estava esquecida
Por toda a vida
Fui-me embora de pasárgada
O lugar já não me convém
Nenhum amor me satisfaz
Há a saudade do que não existe mais
Fui-me embora de pasárgada
Ao rei que não vejo mais
Que descansa em paz
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
REFLEXÕES
Quem é?
Andréia: Chapeuzinho vermelho conhece?
Nunca sei quem é você, Quem é a outra.
Andréia: Que outra?
Personalidade.
Andréia: (risos) Isso te confundi?
Sim, muito.
Mas em todas eu sou a Andréia.
Tem dia que acho que você é uma chata
Tem dia que acho que é sua Irmã depravada.
Andréia: Não tem dia que acha que é uma fada madrinha?
só têm dias de bruxa?
São tão raros que nem lembro muito destes dias.
Mas confesso que você falando lembro-me
de já ter conversado com uma mulher agradável.
...
Vejo que mesmo tendo infinitas personalidades você tem juízo.
Andréia: Só me resta saber onde ele está.
Quem é?
Andréia: Chapeuzinho vermelho conhece?
Nunca sei quem é você, Quem é a outra.
Andréia: Que outra?
Personalidade.
Andréia: (risos) Isso te confundi?
Sim, muito.
Mas em todas eu sou a Andréia.
Tem dia que acho que você é uma chata
Tem dia que acho que é sua Irmã depravada.
Andréia: Não tem dia que acha que é uma fada madrinha?
só têm dias de bruxa?
São tão raros que nem lembro muito destes dias.
Mas confesso que você falando lembro-me
de já ter conversado com uma mulher agradável.
...
Vejo que mesmo tendo infinitas personalidades você tem juízo.
Andréia: Só me resta saber onde ele está.
domingo, 10 de outubro de 2010
Não posso deixá-la, visto de que fez-me companhia.
Não posso deixá-la porque ela ainda vive em mim.
Eu a aprisionei, amarrei, amordacei a enrolei.
Não quero ouvi-la, não quero senti-la, não quero possuí-la.
Mas ela está em mim.
Prendeu-me.
Separe o que mais nos une,
Não servir-te-ei mais.
De tudo eu fui atenta.
Modifiquei-me,
Declarei-me,
Fiz-me seguidora fiel.
Ouvi-te mesmo não querendo.
Senti mesmo não querendo.
Desejo que adormeça,
Como uma criança que dorme tranqüila,
E do sono passe ao mais profundo.
De tudo eu doei-me com esforços
Até à medida que não mais pude.
Sangrei-me por dentro, despedacei-me.
Oh! Procura deixa-me lentamente.
Não posso deixá-la porque ela ainda vive em mim.
Eu a aprisionei, amarrei, amordacei a enrolei.
Não quero ouvi-la, não quero senti-la, não quero possuí-la.
Mas ela está em mim.
Prendeu-me.
Separe o que mais nos une,
Não servir-te-ei mais.
De tudo eu fui atenta.
Modifiquei-me,
Declarei-me,
Fiz-me seguidora fiel.
Ouvi-te mesmo não querendo.
Senti mesmo não querendo.
Desejo que adormeça,
Como uma criança que dorme tranqüila,
E do sono passe ao mais profundo.
De tudo eu doei-me com esforços
Até à medida que não mais pude.
Sangrei-me por dentro, despedacei-me.
Oh! Procura deixa-me lentamente.
sábado, 9 de outubro de 2010
Ao meu não amigo companheiro
Cansou-se de minhas palavras, era tudo o que eu tinha a oferecer-te.
Isolou-se das minhas perguntas, não precisava de minha amizade.
Ao menos foi sincero...
Deixou-me a impressão de que es um ser completo e decidido.
Um livro escrito numa única edição.
Não se discute, é único.
Sinto dizer-te companheiro não amigo,
Você não partiu você fugiu.
Fugiu do meu mundo.
Porque eu não necessitava de explicações,
Porque eu não necessitava de um ADEUS.
Obrigada pelos momentos de atenção.
ADEUS não amigo companheiro.
Andréia
Cansou-se de minhas palavras, era tudo o que eu tinha a oferecer-te.
Isolou-se das minhas perguntas, não precisava de minha amizade.
Ao menos foi sincero...
Deixou-me a impressão de que es um ser completo e decidido.
Um livro escrito numa única edição.
Não se discute, é único.
Sinto dizer-te companheiro não amigo,
Você não partiu você fugiu.
Fugiu do meu mundo.
Porque eu não necessitava de explicações,
Porque eu não necessitava de um ADEUS.
Obrigada pelos momentos de atenção.
ADEUS não amigo companheiro.
Andréia
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
PAIXÃO
Talvez a pior doença da mente seja a paixão.
A pessoa deliria de amor no efeito dessa droga.
Olha para as nuvens e vê a pessoa amada.
Olha para a formiga e vê a pessoa amada.
Olha para o cachorro que passa, o mosquito, o vento e vê a pessoa amada.
Pobre insano! Quando não olha nada fecha os olhos e vê a pessoa amada.
Além de em tudo enxergar o fantasma da paixão ainda vive de servidão.
Quando se ama é como um tapete no chão, é como uma luva na mão.
É uma droga de efeito forte e passageiro.
Cumpre enfim ,todas as suas loucuras,
O que fica são apenas histórias para contar.
Andréia
Talvez a pior doença da mente seja a paixão.
A pessoa deliria de amor no efeito dessa droga.
Olha para as nuvens e vê a pessoa amada.
Olha para a formiga e vê a pessoa amada.
Olha para o cachorro que passa, o mosquito, o vento e vê a pessoa amada.
Pobre insano! Quando não olha nada fecha os olhos e vê a pessoa amada.
Além de em tudo enxergar o fantasma da paixão ainda vive de servidão.
Quando se ama é como um tapete no chão, é como uma luva na mão.
É uma droga de efeito forte e passageiro.
Cumpre enfim ,todas as suas loucuras,
O que fica são apenas histórias para contar.
Andréia
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os caminhos
Chapeuzinho vermelho tinha dois caminhos a seguir, ir pela vila ou seguir pela floresta. Porém, ela foi pela floresta... Se ela tivesse ido pela vila a história seria outra. Teríamos uma nova história com final diferente e quem sabe um final mais feliz. Mas chapeuzinho desde a escrita do autor não seguiu outro caminho, foi sempre pela floresta e a história é sempre a mesma. A menina inicia a sua caminhada feliz da vida, até que aparece o lobo que para a sua tristeza engole a vovó...
Pobre chapeuzinho!
Teimosa feito ela, só eu. Isso que dá quando se escuta a voz do coração. É sempre a mesma história, sempre o mesmo caminho, quando se vê a vida passou...
Quero que chapeuzinho a partir de hoje não siga pela floresta porque este final eu já conheço. Se possível não siga nenhum caminho, não tem que alegrar a vovó quando ela mesma precisa de cuidados. Mas então, a história não existirá, chapeuzinho não sairá de casa.
Chapeuzinho poderia mandar um e-mail enganando o lobo mal. Deixá-lo-ia esperando num determinado lugar enquanto ela seguiria por outro, assim ela poderia sair de casa. Mas não, chapeuzinho não era má, o lobo é que era. O lobo sim tinha essa coragem de mandar e-mails catastróficos.
Chapeuzinho continuará estática e não haverá história.
Morre a literatura por tempo indeterminado, quem mandou seguir sempre o mesmo caminho. Agora não seguirá caminho nenhum como punição de sua desobediência. Meninas desobedientes merecem castigos. E o castigo é NÃO SEGUIRÁ CAMINHO ALGUM. Permanecerá presa até que reconheça friamente seu erro. Tomara que desta vez chapeuzinho aprenda a lição, pensará duas vezes antes de sair de casa.
A literatura enfim renascerá em novos caminhos, assim que a menina puder sair de casa. A história continuará...
Andréia
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Quem me dera sentir outra vez o perfume das suas palavras, a textura das letras e o brilho de sua capa!
Ah! Como eram lindos os seus pensamentos. Com eles você abria meu coração. Era a chave para o meu despertar. Era o casulo que me prendia e ao mesmo tempo a imensidão onde eu voava.
Era diferente...
Éramos diferentes...
O tempo era diferente...
Eu não sabia fazer leitura do seu olhar, dos seus gestos, das suas palavras contrarias, não sabia fazer se quer leitura de sua amizade...
Sua literatura não se aprende nas páginas dos livros, nas páginas do Google. Você é um livro de linhas tortas, sem meio e fim. Eu sempre estava no começo, buscando os significados de suas palavras, de suas frases mal feitas e de seus pensamentos confusos. Ora eu sentia a leveza de um poema de amor, ora sentia a ponta aguda das palavras obscuras, muito bem direcionadas.
Uma coisa era verdade, eu era uma borboleta semi-analfabeta, montando um quebra-cabeça de letras.
E você um livro mágico preso dentro de mim, cada vez que eu voltava às páginas novos textos, novos significados, novos sentimentos. Algumas em branco me davam mil significados e ao mesmo tempo nenhuma reflexão... E eu cada vez mais confusa, era meu desafio fazer a leitura completa.
Lia e relia.
As páginas foram aumentando... Mil... Dois mil... Três mil... E eu perdida sem saber qual era a primeira.
Lembro-me da capa. Como era bela! Com um pequeno detalhe que a diferenciava dos outros livros, um pequeno brilho móvel que me fascinava...
A capa em si não passava despercebida. Era onde ficava os olhos que lia-me por inteira, previa meus pensamentos e minhas ações. Talvez eu seja muito flexível. Mas a minha flexibilidade se resume num único ponto. Decifrada pela sua magia.
Feito borboleta sem asas eu caminhava virando folha por folha a fim de pegar o meu par de asas desenhadas em alguma página que só nele continha. Às vezes, eu as encontrava e conseguia voar, até onde ele permitia-me.
As folhas viravam e eu me perdia novamente e ainda perdia as minhas asas...
Hoje não estou de volta ao começo...
Você foi o meu livro preferido... perdi nas estantes da vida. A capa permanecerá intacta e os conteúdos mutantes repassados um a um com os olhos da imaginação.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.
Shakespeare
Há quem diga que todos os amigos são amados.
Mas há também quem diga nem todos, só os verdadeiros.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa não são os amigos, é o amor.
Amor que sentimos e sentiremos sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano.
Por toda a vida, o que importa é amar.
Sonho de uma vida de Amor
Não contrariando Shakespeare, mas O importante não são os sonhos, são “os amores”.
Sem amor não há sonhos.
Andréia
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.
Shakespeare
Há quem diga que todos os amigos são amados.
Mas há também quem diga nem todos, só os verdadeiros.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa não são os amigos, é o amor.
Amor que sentimos e sentiremos sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano.
Por toda a vida, o que importa é amar.
Sonho de uma vida de Amor
Não contrariando Shakespeare, mas O importante não são os sonhos, são “os amores”.
Sem amor não há sonhos.
Andréia
domingo, 19 de setembro de 2010
A VOLTA DA PRIMAVERA
Quando me deixei ir é porque eu não estava aqui,
Se eu tivesse chegado a tempo teria me convencido.
Agora é tarde.
Só me resta esperar-me voltar.
Se acaso lembrar-me de mim,
Lembrar-me-ei da primavera,
Das flores que vejo pela estrada.
Apanharei uma ROSA a mim,
Sei o quanto gosto de ROSAS!
Na volta me presentearei.
Enquanto espero a minha chegada e
A chegada de minha ROSA,
Faço-me companhia.
Minha companhia me diverte,
Enquanto o tempo passa.
Passeio longo e me custa à volta,
Há pedras no caminho.
Mas preciso retornar eu sei o quando eu preciso de mim.
As pedras eu removo uma a uma sem deixar à ROSA cair.
Ou os espinhos me ferir.
Já estou com saudade de mim.
Minha companhia me satisfaz,
Mas Quero-me por inteira.
Ah! Lá longe me vejo
A trazer a ROSA,
Tomara que o seu perfume não tenha se acabado.
Vejo-me esperando-me.
Eu sempre fui de esperar.
Mesmo sem paciência.
Enquanto eu me espero,
Vejo-me chegar com a ROSA e
Faço-me companhia.
Quando eu chegar eu não irei oferecer apenas a ROSA,
Vou oferecer-me a PRIMAVERA,
Sem querer apanhar flores.
APENAS POR SER EU EM MAIS UMA PRIMAVERA.
Andréia
domingo, 12 de setembro de 2010
ASAS DE VIDRO
Tenho que voar...
No vôo minhas asas tornam-se leves, radiantes, Belas e frágeis...
Do alto pude ver cacos de asas caindo como cristais.
Pobre asas! Desprendeu-se do seu corpo.
Pobre corpo rastejante.
Não quebre as minhas asas...
Deixe- me voar...
A imensidão é para quem deseja e desejos é pra quem senti.
Ao longe, muito longe ao som do vento a escuridão me fortifica,
É onde posso fechar as asas, tocar uma na outra, ouvir o som dos vidros...
Sentir que repousei,
Sentir a leveza da superfície,
E o peso do vidro que um dia se quebrará...
A parada é lenta, cuidadosa.
Como o coração humano quando se apega ou desapega...
Por favor, não quebre as minhas asas...
Caminhar eu preciso, mas voar eu necessito.
Andréia
terça-feira, 7 de setembro de 2010
FAZENDO ARTE
Andréia digita:
(desenho)
. . .. NElsOn .. . . diz:
rsrsrs..
Andréia diz:
meu abaporu
. . .. NElsOn .. . . digita:
(desenho)
Andréia diz:
nosssa!!
me humilhou
. . .. NElsOn .. . . diz:
kkkkkkkkkk
Andréia diz:
mas o que é?
um ovo frito?
. . .. NElsOn .. . . diz:
kkkkkkkkk
kkkkkkkk
vc n entende nada de arte moderna..
Andréia diz:
um sol se pondo?
. . .. NElsOn .. . . diz:
aff..
Andréia diz:
isso ai é abstração
surrealismo
algo assim?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Andréia diz:
adorei o colorido
. . .. NElsOn .. . . digita:
(desenho)
. . .. NElsOn .. . . diz:
essa é minha arte abstrata..
o misto de cores com o seu proprio vazio..
chamo de: a alegria solitária das cores..
rsrsrsrs..
Andréia digita:
(desenho)
. . .. NElsOn .. . . diz:
rsrsrs..
Andréia diz:
meu abaporu
. . .. NElsOn .. . . digita:
(desenho)
Andréia diz:
nosssa!!
me humilhou
. . .. NElsOn .. . . diz:
kkkkkkkkkk
Andréia diz:
mas o que é?
um ovo frito?
. . .. NElsOn .. . . diz:
kkkkkkkkk
kkkkkkkk
vc n entende nada de arte moderna..
Andréia diz:
um sol se pondo?
. . .. NElsOn .. . . diz:
aff..
Andréia diz:
isso ai é abstração
surrealismo
algo assim?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Andréia diz:
adorei o colorido
. . .. NElsOn .. . . digita:
(desenho)
. . .. NElsOn .. . . diz:
essa é minha arte abstrata..
o misto de cores com o seu proprio vazio..
chamo de: a alegria solitária das cores..
rsrsrsrs..
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A menina das estrelas
Em toda a imensidão do céu existia uma pequena estrela, não era notável, possuía pouco brilho. Mas ela estava lá desde que nascera. Nunca brilhara mais forte e estava sempre a observar a terra.
_Lindo planeta! Pensou ela.
De observar intensamente pode ver em meio os seres vivos uma garotinha que também a observava.
_Não, ela não está olhando pra mim. É para as estrelas maiores.
A garotinha tinha os olhos tão lindos e encantadores que a pequena estrela fez-lhe companhia o tempo que ela permaneceu por lá. E foi-se a noite...
Chega o dia..
A pequena estrela estava lá. Agora não mais visível. O sol apagara o pouco do seu brilho.
Chega à tarde, mas ela não aparece.
Os primeiros lugares são para aquelas que brilham intensamente.
E então à noite...
_Ah! Que linda noite. Pensou a estrela. Hoje não terei companhia dos olhos negros, não os vejo.
Assim como as estrelas que aparece sem que as percebêssemos, apareceu a garotinha. E a pequena estrela sentiu-se feliz por vê-la e o seu brilho intensificou.
_Eu queria mesmo era não ser tão pequena para que a menininha da terra me contasse entre as outras que ela tanto olha. Eu observo o seu olhar, ora fixo, ora móvel, mas em mim nenhuma parada. Para ela, eu não existo.
E pensando assim. A pequena estrela fixa os olhos na garotinha e intensifica o seu brilho.
Esforço em vão.
Lá se vai à menina e a noite.
E seguiram-se assim noites e noites.
A estrela que não era mais tão pequena adorava a companhia da menina.
_Não sei se era uma bela menina, observará apenas os seus olhos. Inesquecíveis olhos que se perdiam na escuridão da noite e no brilho de minhas companheiras.
E passaram-se os anos e a estrela nunca abandonará a menina, tão doce, tão sozinha.
_Nenhuma outra estrela valorizou tanto a sua presença.
E o tempo passou...
A estrela explodiu sem que a menina visse.
Todas as noites as grandes estrelas continuam sendo admiradas pela menina que não imagina o quanto foi amada por uma pequena estrela.
domingo, 29 de agosto de 2010
LEMBRO-ME DA ÁGUA. EM CONJUNTO COM OS FALSOS OLHOS, COM A EMOÇÃO DO VER E COM A ANSIEDADE DA ESPERA. LEMBRO-ME DOS MOVIMENTOS. DA RUPTURA DA ÁGUA. DO GESTO CALMO A TRAZÊ-LA DE VOLTA. VISUALIZO O ESPAÇO, PRESA AOS MOVIMENTOS DE VAI E VEM. MINUTOS TÃO PRESENTE QUE OUTRO PERESENTE NÃO PAGARIA. CESSA A ÁGUA, ESTENDE-SE A TOALHA...
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FALTOU-ME APENAS UMA PALAVRA. TALVEZ EU A EVITASSE POR MUITO TEMPO. INCAPAZ DE ACEITTÁ-LA OU NÃO QUERENDO ACEITÁ-LA, POIS MESMO NÃO DITA. ELA ESTAVA LÁ. ERA SÓ EU ACREDITAR.
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FALTOU-ME APENAS UMA PALAVRA. TALVEZ EU A EVITASSE POR MUITO TEMPO. INCAPAZ DE ACEITTÁ-LA OU NÃO QUERENDO ACEITÁ-LA, POIS MESMO NÃO DITA. ELA ESTAVA LÁ. ERA SÓ EU ACREDITAR.
ELA FEZ TODA A DIFERENÇA, MAS EU NÃO QUERIA LÊ-LA. NÃO QUERIA VÊ-LA. NÃO QUERIA SABER DO SEU SIGNIFICADO. E ELA ME OLHAVA E ME ESPERAVA PARA RECEBÊ-LA. E EU A IGNORAVA. MAS ELA FOI INSISTENTE E INTENSIFICOU O SEU BRILHO, CRESCEU A PONTO DE SER VISÍVEL MESMO A DISTÂNCIA. ENTÃO PUDE LÊ-LA. CANSEI.
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(...) DEIXE MORRER O QUE MAIS ME TORNA VIVA.
DEIXE MORRER LENTAMENTE, PARA QUE NÃO LEVAS A MINHA VIDA.
DEIXE MORRER O QUE FUI E O QUE HÁ DE SER.
INTERROMPE, CORTA, RASGA.
SEPARA CADA PARTE VIVA, CADA PARTE LIDA, CADA PARTE ESQUECIDA.
E QUE SE JUNTE A UM LIVRO FECHADO, EMPOEIRADO, ABANDONADO.
_________________________________________________________
DE VOLTA AO MEU MUNDO. REFLITO SOBRE A VIAGEM QUE FIZ. EM MUNDOS DISTANTES, ALEGRES E ACOLHEDORES. QUE ME FEZ SENTIR UMA PRINCESA. E EM MUNDOS ESCUROS E SOLITÁRIOS QUE FEZ RENASCER EM MIM A BRUXA QUE SOU...
MAS É EM MUNDOS TÃO PEQUENOS QUE EU ME ENCONTRO, E ME ESCONDO...
ANDRÉIA
sábado, 28 de agosto de 2010
A mais linda flor
Anos atrás o vento me trouxe uma sementinha.
Anos atrás o vento me trouxe uma sementinha.
Todos os dias eu ia vê-la.
Como o pequeno príncipe cuidava de sua rosa orgulhosa eu cuidava de minha flor, tão sensível quanto à rosa do B612. Não era uma flor comum, merecia toda atenção. Ela não sentia frio. Sentia solidão. E eu tentava fazer lhe companhia. Ou quando ela se revoltava com suas raízes fixas. Eu estava lá para dizer que mesmo não viajando, por não ter asas para conhecer o mundo, ela era importante. Ou quando não extraia o nutriente que ela desejava. Eu estava lá para lembrá-la que nem por isso deixava de ser bela.
A plantinha crescia dia após dia e mais bela ficava.
Ao olhar o jardim facilmente eu a distinguia das outras pétalas de flores, às vezes, fingia que não a via, mas sabia que ela estava lá. Sentia sua presença, sentia seu perfume... Eu tinha medo que ela pudesse morrer, mas sabia que um dia ela morreria. Então eu dizia a ela que um dia eu iria partir. Sabia eu que quem partiria primeiro seria ela. Mas, eu dizia isso por medo de perdê-la, para que ela ficasse comigo, assim não morreria tão cedo. Eu tinha um tempo a mais para contemplá-la.
Minha planta cresceu, a flor poderia a qualquer momento dá lugar a um fruto. E eu esperava por esse momento, imaginando o futuro.
Uma bela flor...
Mas Ela...
Não sentiu a minha presença,
Não ouviu a minha voz,
Não se lembra de mim.
Minha flor era invisível, só eu a tinha...
E como eu havia previsto, ela se foi...
Sentes o perfume dela?
Andréia
sábado, 21 de agosto de 2010
INSIGNIFICANTE
Talvez na vida o que julgamos insignificante pode ter importância um dia, um único dia, pra nunca mais ser útil.
Se com os objetos funcionam assim, por que com as pessoas é diferente? Ou não é diferente?
Se a vida é tão rara, porque a consideramos insignificante?
Por que guardamos coisas que achamos que vamos precisar um dia? E que nunca usamos.
Quem é o responsável de elaborar esse mecanismo em nossa mente, de que um dia isto ou aquilo me será útil?
Por que não excluo essa pessoa do meu Orkut? Por que é minha conhecida e um dia eu posso precisar dela?
A verdade é que cada vez mais nos transformamos em humanos objetos. A rotina, o cansaço, a super valorização do ego, nos torna vazios.
Vazios de nós mesmos, vazios do mundo, vazios de emoções que faz da vida um encanto. Vazios de sermos apenas corpos se encontrando no espaço do dia-a-dia.
E o encanto fica para os contos de fadas. Buscamos príncipes e princesas em papéis e palavras, quando trazemos para a realidade nos transformamos em “nosso”, e por ser nosso tratamos como queremos.
Ou quando desejamos que algo fique bem distante de nós e ele insiste em ficar perto, por algum motivo. Seja o cachorrinho do quintal ou um perdido na rua os maltratamos, porque não é uma vida é apenas um objeto.
E de julgar coisas e pessoas insignificantes acabamos por um dia nos sentindo insignificantes.
Mas há aqueles que no curto silêncio do dia, extrai a magia de transformar seres mórbidos em seres inusitados. Enxergam beleza no simples ato de viver. A eles sim, a vida se torna tão rara.
Andréia
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A_VIDA É UMA ARTE
“A cada amanhecer o artista desperta do seu sono.”
Ao levantar-se põe sua primeira máscara, e diz bom dia a esposa. Começa mais um dia. E ele precisa conservar o seu palco, atualizar as suas expressões. Antes de sair às ruas troca pela segunda vez a sua máscara, pois, a sociedade não conhece o artista que a esposa tem em casa...
Este inventor de sonhos e realidade necessita da família para sentir-se amado. E necessita do amor para continuar a encenar.
Ele cumprimenta pessoas, umas mais chegadas e outras mais distantes. A cada uma a mesma expressão corporal...
Atravessa ruas, e mais ruas...
Enfim, o local do trabalho.
Antes de entrar em cena o artista troca pela terceira vez a sua máscara.
Mais um palco do realismo dentro do surrealismo.
Agora é com seriedade e responsabilidade que o artista desempenha o seu papel. A sua existência real-quimérica faz com que necessite do trabalho para sentir-se dono de sua própria peça.
Ao final do dia com a chegada do cansaço, ele podê mostrar parte do seu fabuloso espetáculo a uma pequena plateia que teciam seus espetáculos ao dele.
De volta pra casa o artista troca de máscara pela quarta vez, precisa estudar.
Ele necessita do estudo para continuar a moldar as suas personas. Pois, sem elas a sociedade não assistirá aos seus espetáculos.
É noite, e o artista está caindo de sono. Neste frio de julho, resolve recolher-se.
Lentamente ele tira a sua máscara diz boa noite à esposa, vira para o lado e começa a refletir em todas as suas encenações.
Agora sem máscara conseguimos enxergar o coração do artista, que sufocado entre disfarces, trabalho e estudo não notamos os seus sentimentos, apenas o seu vai e vem...
Apagam-se as luzes e fecham-se as cortinas.
- Eu não sou um artista morto e tenho plena consciência de que você também não é um artista-espectador totalmente vivo. Quando desejar colocar uma máscara que seja uma que traduz a face do seu coração, assim será você mesmo. Procure repousar longe de todos os que encenam ao seu lado. E reconstrua os pilares de sustentação do seu palco.
Somos todos artistas. Com todos os olhares e com todos os sentimentos.
Andréia
sábado, 7 de agosto de 2010
Rui Barbosa
“Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Doutor, eu levo ou deixo os patos?
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Parece eu lendo as poesias Felipianas. Eu penso, comento ou não comento?
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Parece eu lendo as poesias Felipianas. Eu penso, comento ou não comento?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Soneto do Amor Demais
Não, já não amo mais os passarinhos
Não, já não amo mais os passarinhos
A quem, triste, contei tanto segredo
Nem amo as flores despertadas cedo
Pelo vento orvalhado dos caminhos.
Não amo mais as sombras do arvoredo
Em seu suave entardecer de ninhos
Nem amo receber outros carinhos
E até de amar a vida tenho medo.
Tenho medo de amar o que de cada
Coisa que der resulte empobrecida
A paixão do que se der à coisa amada
E que não sofra por desmerecida
Aquela que me deu tudo na vida
E que de mim só quer amor - mais nada.
Vinícius de Moraes
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