"A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que o seu mundo seja uma fantasia, sua vida um sonho,nem qualquer outra coisa assim, poética e pseudofilosófica. Isso significa que 'seu mundo' é maior que os estímulos que o cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada..." (LANGER, Suzanne K.) - Filosofia e Psicologia da Arte
sábado, 31 de dezembro de 2011
A UM SER PEQUENININHO
Querido amiguinho.
Sei que jamais saberá o quanto me desafiou
com sua pouca vivência.
Mas confesso que a cada dia eu o observava.
Aprendi a fazer leitura dos seus olhos, movimentos, voz...
Aprendi a identificar as várias faces que você chegava até mim.
Aprendi a aceitar ou a negar as suas provocações.
Pode pensar que um ser tão pequeno não provoque,
mas provoca e muito, tenta desequilibrar, irritar, brigar...
Não demorou muito para que eu me apaixonasse
por esses olhinhos grandes, por seu raciocínio rápido e “torto”.
Mas confesso que em muitos momentos tive que buscar soluções
dentro de mim, quando ainda não as tinham.
E por revirar meus pensamentos em busca de resolver os seus
acabei me conhecendo um pouco mais.
Além de eu ter que entender você, eu tinha que me entender também.
Porque era de mim que saiam as palavras e os gestos que chegavam a ti.
E para que chegassem do jeito que eu desejava
tive que ter autocontrole, pois foi esse o meu desafio.
Mostrar para você que existe outro mundo diferente do seu,
mas da minha maneira e não da sua.
Sei que conseguidos.
Chegou ao fim 2011.
Mas irei me lembrar dos vários “pensamentos tortos” que colhi.
Espero que não pense mais que a água sai da parede, porque
Na parede há um encanamento, que não é visível aos seus olhinhos.
Foi engraçado conhecer esse seu mundo de criança.
Às vezes, buscamos mestres e doutores para nos ensinar,
Mas realmente aprendemos quando tocam nas emoções,
e para despertar as emoções de alguém não é preciso diploma.
É preciso Amor.
Abraço para você pequeno D.V.
...
Querido amiguinho.
Sei que jamais saberá o quanto me desafiou
com sua pouca vivência.
Mas confesso que a cada dia eu o observava.
Aprendi a fazer leitura dos seus olhos, movimentos, voz...
Aprendi a identificar as várias faces que você chegava até mim.
Aprendi a aceitar ou a negar as suas provocações.
Pode pensar que um ser tão pequeno não provoque,
mas provoca e muito, tenta desequilibrar, irritar, brigar...
Não demorou muito para que eu me apaixonasse
por esses olhinhos grandes, por seu raciocínio rápido e “torto”.
Mas confesso que em muitos momentos tive que buscar soluções
dentro de mim, quando ainda não as tinham.
E por revirar meus pensamentos em busca de resolver os seus
acabei me conhecendo um pouco mais.
Além de eu ter que entender você, eu tinha que me entender também.
Porque era de mim que saiam as palavras e os gestos que chegavam a ti.
E para que chegassem do jeito que eu desejava
tive que ter autocontrole, pois foi esse o meu desafio.
Mostrar para você que existe outro mundo diferente do seu,
mas da minha maneira e não da sua.
Sei que conseguidos.
Chegou ao fim 2011.
Mas irei me lembrar dos vários “pensamentos tortos” que colhi.
Espero que não pense mais que a água sai da parede, porque
Na parede há um encanamento, que não é visível aos seus olhinhos.
Foi engraçado conhecer esse seu mundo de criança.
Às vezes, buscamos mestres e doutores para nos ensinar,
Mas realmente aprendemos quando tocam nas emoções,
e para despertar as emoções de alguém não é preciso diploma.
É preciso Amor.
Abraço para você pequeno D.V.
...
domingo, 25 de dezembro de 2011
Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
sábado, 3 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
TUDO DEPENDE DO SEU OLHAR
sobrevivência, mas para a vaidade, para acúmulo de capital.
A escola é o caminho da humanização. Não queira fugir. A vida não ensina, as ruas não ensinam. Porque se ensinasse crianças de rua seriam doutores e não bonecos nas mãos dos maiores.
Aprendemos por meio de pessoas, porém há pessoas e pessoas, não queira tomar como exemplo um ser chamado humano, mas que de humano só tem aparência. Aprenda a selecionar os conteúdos. O que tal pessoa tem para me oferecer? Isso é bom para mim? Uma comparação bem grotesca: é como comprar um objeto. Você analisa antes da compra se ele vai suprir a sua necessidade, o seu desejo. Concretizada a compra se ainda assim não te agradar, você o descarta. Assim são as palavras, os gestos e outra forma de comunicação que nos permite relacionar com o outro, descarta o que você não necessita. O processo se constrói por meio da relação com o outro, mas isso não significa que o outro vai moldar você, você é o autor de sua aprendizagem, você faz o seu caminho. Mesmo que seja um caminho coletivo, é você quem vai criá-lo, é você quem vai determinar o tamanho das pedras, das sombras e da luz.
Uma boa caminhada a todos.
domingo, 6 de novembro de 2011
METAMORFOSE
Tenho dias de formiga;
Trabalho, trabalho e trabalho.
Diferentemente dos eusociais;
Refleto, refleto e refleto.
Não quero ser simples operária;
Nem quero ser formiga.
Quero meus dias de cigarra;
E que meu canto
Propaga-se no ar em Ré Maior,
Ouvirá o meu canto de norte a sul!
E no encanto do canto,
Espero que cante!
Mas agora bem sabes que formiga não canta,
E tu é apenas um estranho no formigueiro.
.
Trabalho, trabalho e trabalho.
Diferentemente dos eusociais;
Refleto, refleto e refleto.
Não quero ser simples operária;
Nem quero ser formiga.
Quero meus dias de cigarra;
E que meu canto
Propaga-se no ar em Ré Maior,
Ouvirá o meu canto de norte a sul!
E no encanto do canto,
Espero que cante!
Mas agora bem sabes que formiga não canta,
E tu é apenas um estranho no formigueiro.
.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
DE ART///
“ O mundo como ele é não basta para nós!
Criamos lendas fantásticas acerca de tudo,
contos de fadas maravilhosos!
Histórias belíssimas!
Isso tudo por uma razão, a arte tem uma razão:
O mundo como é, não basta para o desespero humano!
Queremos mais, o que queremos ultrapassa o mundo físico,
e a única maneira de expressar o que desejamos, é pela Arte.
A infelicidade nasce aí!
Sabemos que o mundo não é como a Arte.”
“ O mundo como ele é não basta para nós!
Criamos lendas fantásticas acerca de tudo,
contos de fadas maravilhosos!
Histórias belíssimas!
Isso tudo por uma razão, a arte tem uma razão:
O mundo como é, não basta para o desespero humano!
Queremos mais, o que queremos ultrapassa o mundo físico,
e a única maneira de expressar o que desejamos, é pela Arte.
A infelicidade nasce aí!
Sabemos que o mundo não é como a Arte.”
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
A liberdade
O que é a liberdade? Liberdade é a nossa consciência de que somos livres, mesmo que isso se dê inconscientemente em nossa vida. Somos livres, mesmo que não saibamos disso. Cada ato, cada decisão que tomamos, cada caminho que escolhemos trilhar é o resultado de nossa liberdade. É a consciência de sermos livres que povoa nossa mente antes de cada decisão, pois sem essa consciência não teríamos ousado tanto no decorrer da História. Seríamos simplesmente mais uma espécie que povoaria o mundo, agindo por extinto à todo momento. Se ousamos tanto à todo momento, é porque temos essa consciência em mente, e sempre a tivemos.
A liberdade não se dá no momento em que ajo, em que tomo minhas decisões ou quando eu ponho em prática todo e qualquer pensamento. A liberdade existe em nossa consciência de sermos livres, e não na realização de nossas decisões. Os caminhos que o homem trilha à todo momento é consequência de sua consciência de liberdade. Tomamos uma decisão porque sabemos que somos livres, isso é a liberdade, o resto é simplesmente consequência.
Temos opções, e a consciência de que posso optar por qualquer uma delas é a liberdade. Tudo que o homem faz é o resultado da escolha de uma opção; é na verdade a própria opção se realizando. Então podemos concluir que não há não-liberdade. Não existe prisão existencial, pois até a escolha de não optar por nada é um ato de liberdade, é a opção de não optar. E isso é o que, senão a liberdade?
A VIDA
Pode ser que tudo se acabe;
O feitiço ou encanto, a paciência...
Mas o que permanece são palavras
Que faz morada na mente,
E cada palavra um sentido...
E a cada sentido um mundo.
Seu castelo de Rosas é uma fortaleza de sentimentos.
Rosas, pessoas, sentimentos se vão.
O que importa é que vivemos, sentimos, vemos e amamos,
Mesmo que um dia termine...
Pode ser que tudo se acabe;
O feitiço ou encanto, a paciência...
Mas o que permanece são palavras
Que faz morada na mente,
E cada palavra um sentido...
E a cada sentido um mundo.
Seu castelo de Rosas é uma fortaleza de sentimentos.
Rosas, pessoas, sentimentos se vão.
O que importa é que vivemos, sentimos, vemos e amamos,
Mesmo que um dia termine...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Há tempo para todas as coisas. (Eclesiastes 3)
Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
domingo, 7 de agosto de 2011
Só se vê bem com a razão, o coração engana os olhos
Vou-lhes contar um segredo que quase me passou despercebido pela emoção dos acontecimentos atuais.
Antes do segredo um acontecimento que merece um olhar – encontrei o meu livro.
Pense! Agora que é confuso.
A mente humana dá tantas voltas que a chave do conserto às vezes parece não funcionar. Mas não é isso o curioso.
O segredo é que no livro perdido não está o capítulo do menino de asas.
Encontrei o livro, mas não encontrei o capítulo.
E eu toda orgulhosa, pois tinha o menino de asas para fazer inveja a Pandora.
Mas deixo claro que não virei às páginas em busca do menino, não poderia fazer isso eu estava novamente de volta à primeira página.
É difícil acreditar que o menino de asas é uma obra completa.
Antes de desvendar a tal afirmação confesso que me sinto como um casmurro, como o próprio Bentinho diz: não no significado do dicionário. Sinto-me uma manipuladora, a tal mente que projeta uma realidade “irreal” e vive segundo a sua satisfação. Isso pode ser perigoso quando se tem que apresentar resultados concretos. Como José Dias diria isso é perigosíssimo...
Mas de ser e não ser confesso que abro mão do livro, prestem atenção, abro mão do livro recuperado. Deixo de fazer a leitura de suas palavras para conhecer a história completa do menino de asas.
Se durante a leitura da segunda obra eu encontrar o primeiro, desistirei de ler.
Direi que o livro: é tão mágico que foge a minha compreensão.
“Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer” – O Pequeno Príncipe.
domingo, 24 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Acorda! Acorda! Acorda!
Só dorme quem não tem o que perder
E nem pressa para viver.
Acorda!
O sono é raro - caro.
Acorda!
A chuva é vênus, e o vento é de sagitário.
Acorda!
Que neste momento só dorme quem tem cadeira,
Não quem precisa de uma beira;
Na selva quem tem cadeira é rei.
Acorda!
O leão finge está dormindo,
Na verdade ele te espera faminto.
.
Só dorme quem não tem o que perder
E nem pressa para viver.
Acorda!
O sono é raro - caro.
Acorda!
A chuva é vênus, e o vento é de sagitário.
Acorda!
Que neste momento só dorme quem tem cadeira,
Não quem precisa de uma beira;
Na selva quem tem cadeira é rei.
Acorda!
O leão finge está dormindo,
Na verdade ele te espera faminto.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
SÓ PERMANECE O QUE ENRAÍZA
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Quando era criança gostava de ver as mangas nos galhos, quanto mais maduras, mais no alto, mais belas eram. Não ousava buscá-las, a menos que eu tivesse asas. Desejei por muitas estações de mangas o par de asas.
Quando me balançava, sentia a velocidade do vento, o chão sumia, meu cabelo se despenteava e um frio na barriga anunciava que eu estava voando. Fechava os olhos e sentia-me como um pássaro. Sem medo, sem noção do tempo. Nunca ousei a soltar das mãos, mas imaginava que se eu voasse assim poderia pegar as mangas, poderia chegar às estrelas e trazê-las a meu pai, que todas as tarde deitado à calçada esperava o nascer da primeira estrela. Chamava-me para que eu a procurasse. Com meu olhar de criança, perdido na imensidão do céu ainda claro eu procurava por um brilho, quanto mais eu demorava, mais era a sua alegria. Era como se ele a possuísse e eu não.
Ainda Hoje tenho o costume de admirar as mangas, de olhar as estrelas, de observar o céu. Agora mesmo olhando pela janela vi um céu todo em casquinhas feito solo seco do sertão. Encanta-me as variações das nuvens, o céu é tão mutante quanto os desejos humano!
.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
O CICLO
Sinto-me num exílio,
não, mais que isso!
Uma comparação grotesca.
Sinto-me como os retirantes,
de Graciliano Ramos
no poema de João Cabral,
Caminhando ao redor do sol
com vinte palavras.
Com que eu falo:
Com vinte linhas de um poema.
Meu sol avinagrado,
Que queima, que corrói,
Que abre as feridas do passado.
Que me alimenta e que me faz sentir fome,
O mesmo sol que seca faz brotar.
Do que eu falo:
Do meu reflexo contido em cada linha,
Das palavras amordaçadas, sussurradas.
Do que corta, mas não é lamina,
Todo o corpo que me inspira.
Por quem eu falo:
Pela emoção de quem viaja nos versos,
Pela angustia de quem almeja o fim,
Pela saudade do que não existe.
Mas, que eu possuo.
Para quem eu falo:
Para o mesmo corpo partido, descrito.
Que carrega o coração;
Que vê, toca, ouve, sente
E caminha...
Ps: (Por que a vida nos inspira)
.
Sinto-me num exílio,
não, mais que isso!
Uma comparação grotesca.
Sinto-me como os retirantes,
de Graciliano Ramos
no poema de João Cabral,
Caminhando ao redor do sol
com vinte palavras.
Com que eu falo:
Com vinte linhas de um poema.
Meu sol avinagrado,
Que queima, que corrói,
Que abre as feridas do passado.
Que me alimenta e que me faz sentir fome,
O mesmo sol que seca faz brotar.
Do que eu falo:
Do meu reflexo contido em cada linha,
Das palavras amordaçadas, sussurradas.
Do que corta, mas não é lamina,
Todo o corpo que me inspira.
Por quem eu falo:
Pela emoção de quem viaja nos versos,
Pela angustia de quem almeja o fim,
Pela saudade do que não existe.
Mas, que eu possuo.
Para quem eu falo:
Para o mesmo corpo partido, descrito.
Que carrega o coração;
Que vê, toca, ouve, sente
E caminha...
Ps: (Por que a vida nos inspira)
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sábado, 16 de julho de 2011
À noite
O vinho é o fio:
Do concreto ao abstrato.
Deita na taça como uma mulher a cama,
Na cor dos lábios
Que o espera por um cálice,
Que espera por um beijo quente.
No escuro, no mistério,
Na taça transparente e delicada
Que o recebe e que sente.
O vinho é O começo de um lado:
Dos segredos, dos devaneios, da insanidade,
Do mistério, do completo, do sonhado.
É o espelho de desejos e de perguntas,
É a desculpa na ausência de palavras;
Perdidas, achadas, esperadas, cortadas.
O caminho longo da fala da pupila,
Do momento aguardado, provocado.
Na sintonia invejável, na sintonia disfarçada -
No sangue que dá vida ao outro lado.
O vinho é O começo do outro lado:
Das respostas, da inocência, do aclamado,
Da busca, do silêncio e do falado.
É o cálice da quimera, do esquecido.
É o gosto do alcançado, assumido,
Presenteado e do déjà vu mortalizado.
O caminho curto dos desejos do corpo;
Do sorriso oculto, do sorriso imaginado -
Na veia que quem anseia pela noite.
Na noite, do vinho, que dá vida ao outro lado.
.
O vinho é o fio:
Do concreto ao abstrato.
Deita na taça como uma mulher a cama,
Na cor dos lábios
Que o espera por um cálice,
Que espera por um beijo quente.
No escuro, no mistério,
Na taça transparente e delicada
Que o recebe e que sente.
O vinho é O começo de um lado:
Dos segredos, dos devaneios, da insanidade,
Do mistério, do completo, do sonhado.
É o espelho de desejos e de perguntas,
É a desculpa na ausência de palavras;
Perdidas, achadas, esperadas, cortadas.
O caminho longo da fala da pupila,
Do momento aguardado, provocado.
Na sintonia invejável, na sintonia disfarçada -
No sangue que dá vida ao outro lado.
O vinho é O começo do outro lado:
Das respostas, da inocência, do aclamado,
Da busca, do silêncio e do falado.
É o cálice da quimera, do esquecido.
É o gosto do alcançado, assumido,
Presenteado e do déjà vu mortalizado.
O caminho curto dos desejos do corpo;
Do sorriso oculto, do sorriso imaginado -
Na veia que quem anseia pela noite.
Na noite, do vinho, que dá vida ao outro lado.
.
Lentamente sai,
não ouvistes
o barulho dos meus passos.
Não ouvistes,
sei que não ouvistes
as batidas do meu coração.
Aos poucos,
no ritmo do relógio
tudo volta ao que era antes.
Antes com sabor do agora,
do agora daquela hora
que não volta mais.
Não ouvistes,
sei que não ouvistes
as batidas do meu relógio;
partido,
dividido,
enumerado,
contando o tempo...
E agora quebrado
ainda ouço a contagem dos segundos;
demorados,
cansativos.
Como se o ponteiro pudesse voltar...
Tenho em mim um marcador.
É preciso silenciá-lo.
Relógio quebrado não pulsa,
se pulsa
é porque ainda lembra do tempo.
O tempo
do ritmo
dos meus passos,
que não ouvistes.
...
não ouvistes
o barulho dos meus passos.
Não ouvistes,
sei que não ouvistes
as batidas do meu coração.
Aos poucos,
no ritmo do relógio
tudo volta ao que era antes.
Antes com sabor do agora,
do agora daquela hora
que não volta mais.
Não ouvistes,
sei que não ouvistes
as batidas do meu relógio;
partido,
dividido,
enumerado,
contando o tempo...
E agora quebrado
ainda ouço a contagem dos segundos;
demorados,
cansativos.
Como se o ponteiro pudesse voltar...
Tenho em mim um marcador.
É preciso silenciá-lo.
Relógio quebrado não pulsa,
se pulsa
é porque ainda lembra do tempo.
O tempo
do ritmo
dos meus passos,
que não ouvistes.
...
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Água Viva
Eu conheço bem a fonte
Que desce aquele monte
Ainda que seja de noite
Nessa fonte está escondida
O segredo dessa vida
Ainda que seja de noite
"Ê ta" fonte mais estranha
Que desce pela montanha
Ainda que seja de noite
Sei que não podia ser mais bela
Que os céus e a terra, bebem dela
Ainda que seja de noite
Sei que são caudalosas as torrentes
Que regam os céus, infernos, regam gentes
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite
Assim como todas as portas são diferentes
aparentemente todos os caminhos são diferente
Mas vão dar todos no mesmo lugar
O caminho do fogo é a água
Assim como o caminho do barco é o porto
O caminho do sangue é o chicote
Assim como o caminho do reto é o torto
O caminho do risco é o sucesso
Assim como o caminho do acaso é a sorte
O caminho da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte
Oswaldo Montenegro
Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho
.
Eu conheço bem a fonte
Que desce aquele monte
Ainda que seja de noite
Nessa fonte está escondida
O segredo dessa vida
Ainda que seja de noite
"Ê ta" fonte mais estranha
Que desce pela montanha
Ainda que seja de noite
Sei que não podia ser mais bela
Que os céus e a terra, bebem dela
Ainda que seja de noite
Sei que são caudalosas as torrentes
Que regam os céus, infernos, regam gentes
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite
Assim como todas as portas são diferentes
aparentemente todos os caminhos são diferente
Mas vão dar todos no mesmo lugar
O caminho do fogo é a água
Assim como o caminho do barco é o porto
O caminho do sangue é o chicote
Assim como o caminho do reto é o torto
O caminho do risco é o sucesso
Assim como o caminho do acaso é a sorte
O caminho da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte
Oswaldo Montenegro
Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho
.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Fernando Pessoa
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
domingo, 5 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O Colecionador de Estrelas
O menino de olhos tristes
descalçou os sapatos,
rasgou os contratos
e partiu.
Foi colecionar estrelas.
Algumas delas
deslizaram do escuro
e ofereceram-se encantadas;
outras, lívidas de espanto,
ficaram acuadas sem se entregar,
pois o menino de olhos tristes
destelhara os segredos da noite
e dominara os decretos do mar.
Ao perceber-se abarrotado de estrelas,
o menino içou as velas
e voltou.
Mas - surpreso - constatou
que sua coleção tinha debandado
e retornado a seu próprio território.
Ele olhou o céu novamente estrelado
e dormiu agradecido.
O menino de olhos tristes tinha aprendido
a beijar a vida e abraçar o transitório.
Flora Figueiredo
...
O menino de olhos tristes
descalçou os sapatos,
rasgou os contratos
e partiu.
Foi colecionar estrelas.
Algumas delas
deslizaram do escuro
e ofereceram-se encantadas;
outras, lívidas de espanto,
ficaram acuadas sem se entregar,
pois o menino de olhos tristes
destelhara os segredos da noite
e dominara os decretos do mar.
Ao perceber-se abarrotado de estrelas,
o menino içou as velas
e voltou.
Mas - surpreso - constatou
que sua coleção tinha debandado
e retornado a seu próprio território.
Ele olhou o céu novamente estrelado
e dormiu agradecido.
O menino de olhos tristes tinha aprendido
a beijar a vida e abraçar o transitório.
Flora Figueiredo
...
domingo, 15 de maio de 2011
O Coleciona-dor
Quando o dia começa...
Inicia a rotina,
Não devo esquecer o dia da semana.
Mas que dia é hoje?
Hoje será um dia de ganhar palavras.
O que dirá as palavras?
E ontem?
Não sei que dia foi.
Mas foi o dia de juntas palavras.
Belas... Destrutivas... Comuns...
Ganhei poucas, não foi o suficiente,
Eram tão poucas que ficaram saltitando na mente o dia todo.
Poucas para concluir o meu texto,
Mas bastante para me fazer perder a noção do tempo.
Quando o dia termina...
Junto novas palavras...
Penso...
Durmo...
Acordo...
Quando o dia começa...
Inicia a rotina.
Hoje será um dia de ganhar palavras.
O que dirá as palavras?
...
Quando o dia começa...
Inicia a rotina,
Não devo esquecer o dia da semana.
Mas que dia é hoje?
Hoje será um dia de ganhar palavras.
O que dirá as palavras?
E ontem?
Não sei que dia foi.
Mas foi o dia de juntas palavras.
Belas... Destrutivas... Comuns...
Ganhei poucas, não foi o suficiente,
Eram tão poucas que ficaram saltitando na mente o dia todo.
Poucas para concluir o meu texto,
Mas bastante para me fazer perder a noção do tempo.
Quando o dia termina...
Junto novas palavras...
Penso...
Durmo...
Acordo...
Quando o dia começa...
Inicia a rotina.
Hoje será um dia de ganhar palavras.
O que dirá as palavras?
...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Não posso pensar que o meu livro era a caixa de Pandora, havia algo mais que Pandora não guardou em sua caixa e eu guardei nas páginas viradas.
O menino de asas.
Voar é incerto. Depende do impulso das asas, da vontade de quem as possui, do tempo e da direção.
Ao relembrar páginas do livro senti-me livre, senti desejos de possuir asas, já que o menino as tinha. Mas não poderia eu pedir-lhe emprestadas,
porque asas não se emprestam, apenas ensina a possuí-las.
Não perguntei em que página eu conseguiria um par de asas, não sabia nem mesmo se o menino poderia me ensinar onde encontrá-las.
Ele possuía asas. Eu o via quando alçava pequenos voos.
Asas feridas...
Como não reclamava não pude virar as páginas em busca de uma esperança para voos mais altos.
Esperança havia na caixa de Pandora - mas faltará a essa página - a essa somente, mas não em outras...
Cada página relida eu confundia o menino e o livro.
O menino tinha asas, e no livro estavam minhas asas.
E eu tinha o desejo de possuí-las.
Sentia o vento assoprar...
E ao mesmo tempo eu sabia -
vida de borboleta é curta demais -
e quem perdeu conhece o caminho que trilhou...
Conclui a página e guardei o menino de asas dentro do livro,
Uma raridade que Pandora não possuí.
...
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
________//_________
Parti porque não era amor, não era amizade, não era companherismo.
Não sei o que era.
Parti porque a saudade crescia a cada dia, mesmo em sua presença.
Era saudade?
Parti porque as palavras já não era de paz, não era de discórdia...
Eram apenas palavras.
Parti porque o barulho do silêncio incomodava-me.
Doia-me os ouvidos.
Era silêncio?
Parti porque minha presença não era sentida, não era vista.
Era presença?
Parti...
Metade foi e metade ficou.
Parti porque não era amor, não era amizade, não era companherismo.
Não sei o que era.
Parti porque a saudade crescia a cada dia, mesmo em sua presença.
Era saudade?
Parti porque as palavras já não era de paz, não era de discórdia...
Eram apenas palavras.
Parti porque o barulho do silêncio incomodava-me.
Doia-me os ouvidos.
Era silêncio?
Parti porque minha presença não era sentida, não era vista.
Era presença?
Parti...
Metade foi e metade ficou.
Quando o medo vem
Quando o medo vem.
Fecho os olhos,
desligo o pensamento,
fujo do subjetivo.
Fecho o livro,
cubro-me,
cesso os movimentos.
Fecho a porta,
apago a luz,
e o silêncio faz-me companhia.
Quando o medo vem.
Fecho o pensamento,
cubro os olhos,
desligo os movimentos,
fujo da luz,
cesso o subjetivo,
E a porta faz-me companhia.
Quando o medo vem.
Apago o pensamento,
cubro o livro,
fujo da companhia,
Desligo a luz,
e acesso a porta.
Quando o medo vem.
Cessa o movimento dos olhos,
cubro a luz,
Fujo do pensamento,
E o subjetivo faz-me companhia.
Quando o medo vem.
Quando o medo vem.
Desligo o pensamento,
Movimento os olhos
A luz cessa a porta,
Quando o medo vem.
Fujo dos movimentos,
da luz,
do pensamento
e da porta.
Quando o medo vem.
Torno-me ausênte.
domingo, 17 de abril de 2011
A BONECA DE PANO II
Tempos depois lembrou-se da boneca.
Saudade?
Não, a vida tem dessas coisas.
Recordar.
E a boneca estava lá, sorrindo como sempre,
Sob a terra vermelha do jardim.
Estava mais velha, com a fisionomia empobrecida,
Não pelo esquecimento, isso não lhe faz diferença.
Foi o tempo que passou e levou suas cores, seu brilho...
Passastes por alí um inseto, achando graça da boneca quis brincar...
Sorriu para ela, e ao vê-la em trapos pôs-se a caminhar;
Mas de insetos a boneta não quer se aproximar.
Entre Rosas ela se viu, poderia demostrar alegria,
Senão fosse de pano.
Ouve de longe o jardineiro contar feitos sobre flores.
Quem sabe ele não lhe devolve vida!
Cultivá-la, como cultiva as Rosas!
A raridade da rosa é ser bela e fera.
Bonecas não pssuem espinhos.
_ Antes fosse bela como outrora!
A noite os pingos a umedeceu.
Saudade?
Orvalho?
Ou chuva?
...
Tempos depois lembrou-se da boneca.
Saudade?
Não, a vida tem dessas coisas.
Recordar.
E a boneca estava lá, sorrindo como sempre,
Sob a terra vermelha do jardim.
Estava mais velha, com a fisionomia empobrecida,
Não pelo esquecimento, isso não lhe faz diferença.
Foi o tempo que passou e levou suas cores, seu brilho...
Passastes por alí um inseto, achando graça da boneca quis brincar...
Sorriu para ela, e ao vê-la em trapos pôs-se a caminhar;
Mas de insetos a boneta não quer se aproximar.
Entre Rosas ela se viu, poderia demostrar alegria,
Senão fosse de pano.
Ouve de longe o jardineiro contar feitos sobre flores.
Quem sabe ele não lhe devolve vida!
Cultivá-la, como cultiva as Rosas!
A raridade da rosa é ser bela e fera.
Bonecas não pssuem espinhos.
_ Antes fosse bela como outrora!
A noite os pingos a umedeceu.
Saudade?
Orvalho?
Ou chuva?
...
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Se Eu Pudesse
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
(Alberto Ceiro, in "O Guaradador de Rebanhos -
Poema XXI". Heterônimo de Fernando Pessoa)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011

As Rosas
Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;
Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.
Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio úmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.
Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
Floresceis.
Machado de Assis, in 'Crisálidas'
Por que ROSAS?
Merlin o feiticeiro guardião do Rei Arthur conhecia quase todos os segredos da vida. Porém o amor, sempre o amor, fugiu-lhe a compreensão. Deixou-se prender por amor, rendeu-se aos seus encantos. Nem mesmo o maior dos magos não ousou pensar em outra fórmula para desfazer-se desta magia.
Não somos fadas, nem feticeiros, mas existe uma energia, que eu prefiro chamar de magia. Nem todos desenvolve um equilíbrio com uma outra mente, são raros pensamentos que atravessam as conecção nervosa do meu cérebro, tornando a mensagem uma porta de entrada para um outro mundo. E quando se abre as portas o que vejo são Rosas.
Mas por que Rosas?
E muitas ainda vermelhas. Qual o mistério por trás do mundo de Rosas?
Por que se apegar a Elas como se fossem de carne e espírito, como se Elas tivessem almas?
Por que descrevê-las com profunda apreciação para uma pessoa que sempre as admirou?
Por que tratá-las com imenso carinho como o pequeno príncipe?
Por que as possuí-las com tanto sentimento, como se Elas fizerem parte do passado?
Por que vejo Rosas por todos os lados , mas também sinto a ausência do amor e a presença da solidão?
Que mundo é este senão de um mago, feitceiro ou bruxo?
Não importa o nome que se dá.
Importa apenas a caminhada pelo mundo novo, curta ou longa...
O que vale é desvendar os porquês... os mistérios... os encantos...
...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
NÃO SEI O QUE
Com o passar do tempo sentimos uma falta de não sei o que.
De fazer não sei o que de ir para não sei onde.
Seria um vazio?
Ou uma vontade de mudar?
Seria a falta do que desejamos e não alçamos?
Hoje me sinto assim.
É como se eu buscasse algo, mas não sei o que,
talvez seja isso que Mario de Andrade relata em seu texto “procuro o que”.
No fundo os sentimentos humanos são iguais.
As fases da vida, o pensamento e o que sentimos não passam de ciclos.
Se algum imortal vivesse na terra poderia dizer exatamente isso;
E dizer tudo que ele observou nos humanos, nos tão simples humanos.
Com o passar do tempo sentimos uma falta de não sei o que.
De fazer não sei o que de ir para não sei onde.
Seria um vazio?
Ou uma vontade de mudar?
Seria a falta do que desejamos e não alçamos?
Hoje me sinto assim.
É como se eu buscasse algo, mas não sei o que,
talvez seja isso que Mario de Andrade relata em seu texto “procuro o que”.
No fundo os sentimentos humanos são iguais.
As fases da vida, o pensamento e o que sentimos não passam de ciclos.
Se algum imortal vivesse na terra poderia dizer exatamente isso;
E dizer tudo que ele observou nos humanos, nos tão simples humanos.
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