domingo, 7 de agosto de 2011


Só se vê bem com a razão, o coração engana os olhos

Vou-lhes contar um segredo que quase me passou despercebido pela emoção dos acontecimentos atuais.
 Antes do segredo um acontecimento que merece um olhar – encontrei o meu livro.
Pense! Agora que é confuso.
A mente humana dá tantas voltas que a chave do conserto às vezes parece não funcionar. Mas não é isso o curioso.
O segredo é que no livro perdido não está o capítulo do menino de asas.
 Encontrei o livro, mas não encontrei o capítulo.
E eu toda orgulhosa, pois tinha o menino de asas para fazer inveja a Pandora.
Mas deixo claro que não virei às páginas em busca do menino, não poderia fazer isso eu estava novamente de volta à primeira página.
É difícil acreditar que o menino de asas é uma obra completa.
 Antes de desvendar a tal afirmação confesso que me sinto como um casmurro, como o próprio Bentinho diz: não no significado do dicionário. Sinto-me uma manipuladora, a tal mente que projeta uma realidade “irreal” e vive segundo a sua satisfação. Isso pode ser perigoso quando se tem que apresentar resultados concretos. Como José Dias diria isso é perigosíssimo...
Mas de ser e não ser confesso que abro mão do livro, prestem atenção, abro mão do livro recuperado. Deixo de fazer a leitura de suas palavras para conhecer a história completa do menino de asas.
Se durante a leitura da segunda obra eu encontrar o primeiro, desistirei de ler.
Direi que o livro: é tão mágico que foge a minha compreensão.

“Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer” – O Pequeno Príncipe.

Será mesmo?


 

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