A UM SER PEQUENININHO
Querido amiguinho.
Sei que jamais saberá o quanto me desafiou
com sua pouca vivência.
Mas confesso que a cada dia eu o observava.
Aprendi a fazer leitura dos seus olhos, movimentos, voz...
Aprendi a identificar as várias faces que você chegava até mim.
Aprendi a aceitar ou a negar as suas provocações.
Pode pensar que um ser tão pequeno não provoque,
mas provoca e muito, tenta desequilibrar, irritar, brigar...
Não demorou muito para que eu me apaixonasse
por esses olhinhos grandes, por seu raciocínio rápido e “torto”.
Mas confesso que em muitos momentos tive que buscar soluções
dentro de mim, quando ainda não as tinham.
E por revirar meus pensamentos em busca de resolver os seus
acabei me conhecendo um pouco mais.
Além de eu ter que entender você, eu tinha que me entender também.
Porque era de mim que saiam as palavras e os gestos que chegavam a ti.
E para que chegassem do jeito que eu desejava
tive que ter autocontrole, pois foi esse o meu desafio.
Mostrar para você que existe outro mundo diferente do seu,
mas da minha maneira e não da sua.
Sei que conseguidos.
Chegou ao fim 2011.
Mas irei me lembrar dos vários “pensamentos tortos” que colhi.
Espero que não pense mais que a água sai da parede, porque
Na parede há um encanamento, que não é visível aos seus olhinhos.
Foi engraçado conhecer esse seu mundo de criança.
Às vezes, buscamos mestres e doutores para nos ensinar,
Mas realmente aprendemos quando tocam nas emoções,
e para despertar as emoções de alguém não é preciso diploma.
É preciso Amor.
Abraço para você pequeno D.V.
...
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