domingo, 12 de setembro de 2010




ASAS DE VIDRO




Tenho que voar...
No vôo minhas asas tornam-se leves, radiantes, Belas e frágeis...
Do alto pude ver cacos de asas caindo como cristais.
Pobre asas! Desprendeu-se do seu corpo.
Pobre corpo rastejante.
Não quebre as minhas asas...
Deixe- me voar...
A imensidão é para quem deseja e desejos é pra quem senti.
Ao longe, muito longe ao som do vento a escuridão me fortifica,
É onde posso fechar as asas, tocar uma na outra, ouvir o som dos vidros...
Sentir que repousei,
Sentir a leveza da superfície,
E o peso do vidro que um dia se quebrará...
A parada é lenta, cuidadosa.
Como o coração humano quando se apega ou desapega...
Por favor, não quebre as minhas asas...
Caminhar eu preciso, mas voar eu necessito.



Andréia

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