POR MAIS QUE DISFARCE AS PALAVRAS SEMPRE SERÁ O ESPELHO DE SUA ALMA
Sapo: Oi fada
Sapo: É minha fada madrinha?
Fada: Não, senhor.
Sapo: Que pena sou uma sapo querendo virar príncipe.
Fada: Ah! senhor sapo. Não sou uma fada boa.
Sapo: Aí Aí Aí. Fada má. São bruxas ou feiticeiras. Será que vou pro caldeirão? Sapo só se ferra nessas histórias.
Fada: Não comerei sapo algum.
Sapo: Vai me dizer que nunca engoliu um sapo na vida?
Fada: Conviver com sapos faz parte da vida humana, mas não precisamos engoli-los.
Sapo: Eu já engoli vários. Faz parte, a sociedade é hipócrita. E temos que sobreviver. Duvido alguém totalmente honesto e sincero.
Fada: Já os colocou para fora? Ou tens muitos sapos dentro de você?
Sapo: Na realidade não procuro sapos. Eu estou atrás de uma perereca.
Sou um príncipe. Mas finjo ser sapo. Só pra beijar princesas na boca.
Fada: Ufa! Sou fada.
Sapo: Sou democrático. Todas as princesas têm os mesmos direitos comigo.
É só ser princesa original de fábrica.
Fada: Como é ser princesa falsificada?
Sapo: É dessas que vem com... Não sabe não?
Fada: Não...
Então tu és príncipe.
Sapo: Digamos que sou verde, mas não sou rã. Talvez um ogro tipo sherek, porque sou careca, gordo e feio. Bom, também tenho um sorriso encantador.
Fada: Sem dentes?
Sapo: Não eu tenho dois.
Fada: Senhor sapo.
Sapo: Coach coach. Desculpe deu câimbra na língua quando fui pegar uma mosca.
Fada: Desse jeito você vai demorar a beijar alguma princesa... Gosto de príncipes. Tenho um pequeno príncipe...
Sapo: Todos têm um pouco de pequeno príncipe.
Fada: O que sabe sobre ele?
Sapo: “Tu tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Fada: Realmente é um príncipe. E não é um príncipe qualquer.
Sapo: Sou várias personagens. A cada presença um novo discurso, um novo cenário. Mas quando encontro alguém inteligente meu personagem cai por terra, aparece meu eu verdadeiro. Adoro a inteligência. O cérebro é a parte do meu corpo que mais tenho orgulho... Gosto de exercitá-lo.
Fada: Qual é o seu verdadeiro eu?
Sapo: Tenho que ir. Tchau!
Fada: Tchau!
(Deixou passar o seu eu quando transmitiu em palavras a dor que mais aflige a sua alma - saudade)
Pode ser mil personagens, mas és um pequeno príncipe.
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