Perdi minha objetividade, era pouca, mas
confesso que era motivo de orgulho. Pus-me a procurar em Machado de Assis, para
ser mais exata no capítulo IX, Transição, de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
A
leitura acendeu-me a inveja.
Um capítulo pequeno, não chega a vinte
linhas, cuja palavras falam, dançam, saltam, vão além, e até riem de mim.
Melhor procurar a objetividade em outro
lugar.
Veja agora com que desastre faço eu a
transição.
Talvez o ser humano é como sabão, derrete de
vagar ou torna-se duro, depende das condições que é submetido.
Penso
que estou amolecendo, vou ler José de Alencar e chorar ao final de cada romance ou pode ser que romantismo e subjetividade dure apenas uma estação, vai passar...
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