terça-feira, 26 de março de 2013



Perdi minha objetividade, era pouca, mas confesso que era motivo de orgulho. Pus-me a procurar em Machado de Assis, para ser mais exata no capítulo IX, Transição, de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
 A leitura acendeu-me a inveja.
Um capítulo pequeno, não chega a vinte linhas, cuja palavras falam, dançam, saltam, vão além, e até riem de mim.
Melhor procurar a objetividade em outro lugar.
Veja agora com que desastre faço eu a transição.
Talvez o ser humano é como sabão, derrete de vagar ou torna-se duro, depende das condições que é submetido.
Penso que estou amolecendo, vou ler José de Alencar e chorar ao final de cada romance ou pode ser que romantismo e subjetividade dure apenas uma estação, vai passar...


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