segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

VIVA O NATAL


Hoje em nossa cultura é normal presentear quem está fazendo anos, canta-se o famoso parabéns pra você, com festas, bolos e presentes. E a pessoa homenageada se sente no centro do universo, sendo prestigiada por amigos e parentes.
 Mas no natal não é assim. Ninguém vende presentes para Jesus, ninguém compra presentes para agradar a Jesus. Até porque os presentes que ele desejaria não tem preço, não estão no comércio e vão contra a vaidade do homem.
Em muitos lugares não se lembram do aniversariante, ele não é o centro das atenções nesse dia, mas o papai Noel sim, este é que distribui presentes que está disponível na prateleira do supermercado e é o que eu quero. Porque é mais fácil receber, sendo eu a pessoa especial, do que se doar, sendo outro o centro das comemorações.
Hoje essa fantasia de que o natal é apenas presente, bebida, comida e alegria é transmitida até mesmo nas escolas para os pequenos, nas famosas “musiquinhas e lembrancinhas de natal”. Que tal aquela que deixa o sapatinho na janela e o papai Noel deixa um presente? Perfeita não? Já desde a infância vamos construindo na mente dos pequenos o natal do comércio, de compra e venda... Mas, e quem não ganha presente no natal?  São os pobres e infelizes, são os solitários e esquecidos, são os mortos-vivos.
Os três Reis Magos ofertaram presentes a Jesus, não houve uma troca de presentes, houve uma oferta, uma doação, a recompensa não pode ser materializada, apenas sentida. Aquela recompensa que transforma o ser humano.
Hoje vivemos além do humanismo, a supervalorização do “eu”, da estética e do conhecimento, que tem plena consciência de que o natal é o nascimento de Jesus, mas de um Jesus que está distante, e que o papai Noel e as pessoas estão mais próximos. Mas até que ponto distribuir presentes é um ato de amor?


Nenhum comentário:

Postar um comentário