A menina das estrelas
Em toda a imensidão do céu existia uma pequena estrela, não era notável, possuía pouco brilho. Mas ela estava lá desde que nascera. Nunca brilhara mais forte e estava sempre a observar a terra.
_Lindo planeta! Pensou ela.
De observar intensamente pode ver em meio os seres vivos uma garotinha que também a observava.
_Não, ela não está olhando pra mim. É para as estrelas maiores.
A garotinha tinha os olhos tão lindos e encantadores que a pequena estrela fez-lhe companhia o tempo que ela permaneceu por lá. E foi-se a noite...
Chega o dia..
A pequena estrela estava lá. Agora não mais visível. O sol apagara o pouco do seu brilho.
Chega à tarde, mas ela não aparece.
Os primeiros lugares são para aquelas que brilham intensamente.
E então à noite...
_Ah! Que linda noite. Pensou a estrela. Hoje não terei companhia dos olhos negros, não os vejo.
Assim como as estrelas que aparece sem que as percebêssemos, apareceu a garotinha. E a pequena estrela sentiu-se feliz por vê-la e o seu brilho intensificou.
_Eu queria mesmo era não ser tão pequena para que a menininha da terra me contasse entre as outras que ela tanto olha. Eu observo o seu olhar, ora fixo, ora móvel, mas em mim nenhuma parada. Para ela, eu não existo.
E pensando assim. A pequena estrela fixa os olhos na garotinha e intensifica o seu brilho.
Esforço em vão.
Lá se vai à menina e a noite.
E seguiram-se assim noites e noites.
A estrela que não era mais tão pequena adorava a companhia da menina.
_Não sei se era uma bela menina, observará apenas os seus olhos. Inesquecíveis olhos que se perdiam na escuridão da noite e no brilho de minhas companheiras.
E passaram-se os anos e a estrela nunca abandonará a menina, tão doce, tão sozinha.
_Nenhuma outra estrela valorizou tanto a sua presença.
E o tempo passou...
A estrela explodiu sem que a menina visse.
Todas as noites as grandes estrelas continuam sendo admiradas pela menina que não imagina o quanto foi amada por uma pequena estrela.
