sábado, 23 de abril de 2011

Quando o medo vem

Quando o medo vem.
Fecho os olhos,
desligo o pensamento,
fujo do subjetivo.
Fecho o livro,
cubro-me,
cesso os movimentos.
Fecho a porta,
apago a luz,
e o silêncio faz-me companhia.

Quando o medo vem.
Fecho o pensamento,
cubro os olhos,
desligo os movimentos,
fujo da luz,
cesso o subjetivo,
E a porta faz-me companhia.

Quando o medo vem.
Apago o pensamento,
cubro o livro,
fujo da companhia,
Desligo a luz,
e acesso a porta.

Quando o medo vem.
Cessa o movimento dos olhos,
cubro a luz,
Fujo do pensamento,
E  o subjetivo faz-me companhia.

Quando o medo vem.
Desligo o pensamento,
Movimento os olhos
A luz cessa a porta,

Quando o medo vem.
Fujo dos movimentos,
da luz,
do pensamento
e da porta.

Quando o medo vem.
Torno-me ausênte.





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