Sem a noção de tempo você não teria sentido!
Sua vida não teria sentido,
nada "iria ser",
ou nada "já teria sido feito".
Simplesmente você estaria parada.
Não precisaria correr atrás de nada.
Mas você tem uma meta à cumprir!
Nem que seja básica,
pois sabe que seu tempo está passando,
e que você não é eterno!
No infinito, isento de tempo,
você não precisaria nem do básico,
porque não existiria morte.
A morte te faz ter noção de tempo!
A morte das coisas nos dá uma noção de tempo.
Logo você conclui que nada é eterno e que tudo tem um
fim.
O tempo existe pra cada ser,
inanimado, ou animado,
pois ambos têm um fim.
Logo vemos a mortalidade da vida,
e daí surge a consciência de tempo:
fui, sou, serei e fim!
"Morte"!
O tempo é o único eterno!
Suas criaturas se prendem nele ao nascer
e se desprendem ao morrer!
Mas ele permanece,
pra que tudo comece outra vez,
pra outra geração de seres inanimados e animados.
O tempo é a consciência de vida e morte.
Temos consciência de vida, por causa da morte,
pois percebemos a distinção das duas, que é:
aqui estou e logo desapareço!
O desaparecer é a morte
e a consciência de estar aqui é a vida.
O espaço é isso tudo que está aqui,
é a própria matéria.
Mas o espaço morre!
O espaço se prende no tempo e depois se desprende.
A mortalidade do espaço nos faz ter consciência da morte.
O espaço é mutável, diferentemente do tempo.
O tempo é o mesmo eternamente.
Usamos os segundos para contá-lo, é uma maneira.
Se a consciência dos segundos desaparecesse,
a consciência de tempo permaneceria a mesma.
Os seres continuariam aparecendo e desaparecendo eternamente.
O tempo é o mesmo em que Jesus foi crucificado,
o mesmo que te conheci,
o mesmo que existirá sempre.
A contagem que fazemos do tempo, por segundos,
e a contagem dos fatos que ocorrem no tempo é que mudam, que avançam.
Mas o tempo permanece.
Autor: Filipe
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