quinta-feira, 7 de outubro de 2010

                 PAIXÃO


















Talvez a pior doença da mente seja a paixão.

A pessoa deliria de amor no efeito dessa droga.
Olha para as nuvens e vê a pessoa amada.
Olha para a formiga e vê a pessoa amada.
Olha para o cachorro que passa, o mosquito, o vento e vê a pessoa amada.
Pobre insano! Quando não olha nada fecha os olhos e vê a pessoa amada.
Além de em tudo enxergar o fantasma da paixão ainda vive de servidão.
Quando se ama é como um tapete no chão, é como uma luva na mão.
É uma droga de efeito forte e passageiro.
Cumpre enfim ,todas as suas loucuras,
O que fica são apenas histórias para contar.



Andréia

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os caminhos

Chapeuzinho vermelho tinha dois caminhos a seguir, ir pela vila ou seguir pela floresta. Porém, ela foi pela floresta... Se ela tivesse ido pela vila a história seria outra. Teríamos uma nova história com final diferente e quem sabe um final mais feliz. Mas chapeuzinho desde a escrita do autor não seguiu outro caminho, foi sempre pela floresta e a história é sempre a mesma. A menina inicia a sua caminhada feliz da vida, até que aparece o lobo que para a sua tristeza engole a vovó...
Pobre chapeuzinho!
Teimosa feito ela, só eu. Isso que dá quando se escuta a voz do coração. É sempre a mesma história, sempre o mesmo caminho, quando se vê a vida passou...
Quero que chapeuzinho a partir de hoje não siga pela floresta porque este final eu já conheço. Se possível não siga nenhum caminho, não tem que alegrar a vovó quando ela mesma precisa de cuidados. Mas então, a história não existirá, chapeuzinho não sairá de casa.
Chapeuzinho poderia mandar um e-mail enganando o lobo mal. Deixá-lo-ia esperando num determinado lugar enquanto ela seguiria por outro, assim ela poderia sair de casa. Mas não, chapeuzinho não era má, o lobo é que era. O lobo sim tinha essa coragem de mandar e-mails catastróficos.
Chapeuzinho continuará estática e não haverá história.
Morre a literatura por tempo indeterminado, quem mandou seguir sempre o mesmo caminho. Agora não seguirá caminho nenhum como punição de sua desobediência. Meninas desobedientes merecem castigos. E o castigo é NÃO SEGUIRÁ CAMINHO ALGUM. Permanecerá presa até que reconheça friamente seu erro. Tomara que desta vez chapeuzinho aprenda a lição, pensará duas vezes antes de sair de casa.
A literatura enfim renascerá em novos caminhos, assim que a menina puder sair de casa. A história continuará...



Andréia


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

Quem me dera sentir outra vez o perfume das suas palavras, a textura das letras e o brilho de sua capa!


Ah! Como eram lindos os seus pensamentos. Com eles você abria meu coração. Era a chave para o meu despertar. Era o casulo que me prendia e ao mesmo tempo a imensidão onde eu voava.
Era diferente...
Éramos diferentes...
O tempo era diferente...
Eu não sabia fazer leitura do seu olhar, dos seus gestos, das suas palavras contrarias, não sabia fazer se quer leitura de sua amizade...
Sua literatura não se aprende nas páginas dos livros, nas páginas do Google. Você é um livro de linhas tortas, sem meio e fim. Eu sempre estava no começo, buscando os significados de suas palavras, de suas frases mal feitas e de seus pensamentos confusos. Ora eu sentia a leveza de um poema de amor, ora sentia a ponta aguda das palavras obscuras, muito bem direcionadas.
Uma coisa era verdade, eu era uma borboleta semi-analfabeta, montando um quebra-cabeça de letras.
E você um livro mágico preso dentro de mim, cada vez que eu voltava às páginas novos textos, novos significados, novos sentimentos. Algumas em branco me davam mil significados e ao mesmo tempo nenhuma reflexão... E eu cada vez mais confusa, era meu desafio fazer a leitura completa.
Lia e relia.
As páginas foram aumentando... Mil... Dois mil... Três mil... E eu perdida sem saber qual era a primeira.
Lembro-me da capa. Como era bela! Com um pequeno detalhe que a diferenciava dos outros livros, um pequeno brilho móvel que me fascinava...
A capa em si não passava despercebida. Era onde ficava os olhos que lia-me por inteira, previa meus pensamentos e minhas ações. Talvez eu seja muito flexível. Mas a minha flexibilidade se resume num único ponto. Decifrada pela sua magia.
Feito borboleta sem asas eu caminhava virando folha por folha a fim de pegar o meu par de asas desenhadas em alguma página que só nele continha. Às vezes, eu as encontrava e conseguia voar, até onde ele permitia-me.
As folhas viravam e eu me perdia novamente e ainda perdia as minhas asas...
Hoje não estou de volta ao começo...

Você foi o meu livro preferido... perdi nas estantes da vida. A capa permanecerá intacta e os conteúdos mutantes repassados um a um com os olhos da imaginação.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.

Mas há também quem diga nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.


Shakespeare



Há quem diga que todos os amigos são amados.

Mas há também quem diga  nem todos, só os verdadeiros.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa não são os amigos, é o amor.
Amor que sentimos e sentiremos sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano.
Por toda a vida, o que importa é amar.

Sonho de uma vida de Amor


Não contrariando Shakespeare, mas O importante não são os sonhos, são “os amores”.
 Sem amor não há sonhos.


Andréia

domingo, 19 de setembro de 2010



AO MEU VIVER





Um brinde ao que tenho de mais belo –
AVIDA

Um brinde ao que tenho mais vivo –
O DESEJO.

Um brinde ao que mais desejo –
A CURIOSIDADE

Um brinde ao que tenho mais curiosidade –
A VIDA






A VOLTA DA PRIMAVERA


 Quando me deixei ir é porque eu não estava aqui,
Se eu tivesse chegado a tempo teria me convencido.
Agora é tarde.
Só me resta esperar-me voltar.
Se acaso lembrar-me de mim,
Lembrar-me-ei da primavera,
Das flores que vejo pela estrada.
Apanharei uma ROSA a mim,
Sei o quanto gosto de ROSAS!
Na volta me presentearei.
Enquanto espero a minha chegada e
A chegada de minha ROSA,
Faço-me companhia.
Minha companhia me diverte,
Enquanto o tempo passa.
Passeio longo e me custa à volta,
Há pedras no caminho.
Mas preciso retornar eu sei o quando eu preciso de mim.
As pedras eu removo uma a uma sem deixar à ROSA cair.
Ou os espinhos me ferir.
Já estou com saudade de mim.
Minha companhia me satisfaz,
Mas Quero-me por inteira.
Ah! Lá longe me vejo
A trazer a ROSA,
Tomara que o seu perfume não tenha se acabado.
Vejo-me esperando-me.
Eu sempre fui de esperar.
Mesmo sem paciência.
Enquanto eu me espero,
Vejo-me chegar com a ROSA e
Faço-me companhia.
Quando eu chegar eu não irei oferecer apenas a ROSA,
Vou oferecer-me a PRIMAVERA,
Sem querer apanhar flores.
APENAS POR SER EU EM MAIS UMA PRIMAVERA.


Andréia

domingo, 12 de setembro de 2010




ASAS DE VIDRO




Tenho que voar...
No vôo minhas asas tornam-se leves, radiantes, Belas e frágeis...
Do alto pude ver cacos de asas caindo como cristais.
Pobre asas! Desprendeu-se do seu corpo.
Pobre corpo rastejante.
Não quebre as minhas asas...
Deixe- me voar...
A imensidão é para quem deseja e desejos é pra quem senti.
Ao longe, muito longe ao som do vento a escuridão me fortifica,
É onde posso fechar as asas, tocar uma na outra, ouvir o som dos vidros...
Sentir que repousei,
Sentir a leveza da superfície,
E o peso do vidro que um dia se quebrará...
A parada é lenta, cuidadosa.
Como o coração humano quando se apega ou desapega...
Por favor, não quebre as minhas asas...
Caminhar eu preciso, mas voar eu necessito.



Andréia

terça-feira, 7 de setembro de 2010

FAZENDO ARTE

Andréia digita:



(desenho)


. . .. NElsOn .. . . diz:


rsrsrs..


Andréia diz:


meu abaporu


. . .. NElsOn .. . . digita:

(desenho)



Andréia diz:


nosssa!!


me humilhou


. . .. NElsOn .. . . diz:


kkkkkkkkkk


Andréia diz:


mas o que é?


um ovo frito?


. . .. NElsOn .. . . diz:


kkkkkkkkk


kkkkkkkk


vc n entende nada de arte moderna..


Andréia diz:


um sol se pondo?


. . .. NElsOn .. . . diz:


aff..


Andréia diz:


isso ai é abstração


surrealismo


algo assim?


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Andréia diz:


adorei o colorido


. . .. NElsOn .. . . digita:


(desenho)



. . .. NElsOn .. . . diz:


essa é minha arte abstrata..


o misto de cores com o seu proprio vazio..


chamo de: a alegria solitária das cores..


rsrsrsrs..






sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A menina das estrelas

Em toda a imensidão do céu existia uma pequena estrela, não era notável, possuía pouco brilho. Mas ela estava lá desde que nascera. Nunca brilhara mais forte e estava sempre a observar a terra.

_Lindo planeta! Pensou ela.

De observar intensamente pode ver em meio os seres vivos uma garotinha que também a observava.

_Não, ela não está olhando pra mim. É para as estrelas maiores.
A garotinha tinha os olhos tão lindos e encantadores que a pequena estrela fez-lhe companhia o tempo que ela permaneceu por lá.
E foi-se a noite...
Chega o dia..
A pequena estrela estava lá. Agora não mais visível. O sol apagara o pouco do seu brilho.
Chega à tarde, mas ela não aparece.
Os primeiros lugares são para aquelas que brilham intensamente.
E então à noite...
_Ah! Que linda noite. Pensou a estrela. Hoje não terei companhia dos olhos negros, não os vejo.

Assim como as estrelas que aparece sem que as percebêssemos, apareceu a garotinha. E a pequena estrela sentiu-se feliz por vê-la e o seu brilho intensificou.
_Eu queria mesmo era não ser tão pequena para que a menininha da terra me contasse entre as outras que ela tanto olha. Eu observo o seu olhar, ora fixo, ora móvel, mas em mim nenhuma parada. Para ela, eu não existo.
E pensando assim. A pequena estrela fixa os olhos na garotinha e intensifica o seu brilho.
Esforço em vão.
Lá se vai à menina e a noite.
E seguiram-se assim noites e noites.
A estrela que não era mais tão pequena adorava a companhia da menina.
_Não sei se era uma bela menina, observará apenas os seus olhos. Inesquecíveis olhos que se perdiam na escuridão da noite e no brilho de minhas companheiras.
E passaram-se os anos e a estrela nunca abandonará a menina, tão doce, tão sozinha.

_Nenhuma outra estrela valorizou tanto a sua presença.


E o tempo passou...
A estrela explodiu sem que a menina visse.
Todas as noites as grandes estrelas continuam sendo admiradas pela menina que não imagina o quanto foi amada por uma pequena estrela.