sábado, 30 de janeiro de 2010

APRECIADORES DE ARTE

Rubens Alves conta (em conversas Com Quem gosta de Ensinar, 1981, p.56) um caso ocorrido com Beethoven. Após executar uma peça sua, numa reunião social, o compositor foi abordado por uma senhora, que lhe inquiriu: “o que o Sr. quis dizer com esta música”? Ao que ele respondeu: “Isto”, e sentou-se ao piano, executando a obra novamente. Ou seja: O sentido de uma obra de arte reside nela mesmo, não podendo ser “dita” de outra forma. A pergunta mais inconveniente que se pode fazer a um artista é: “o que você quer dizer com o seu trabalho”? Ora, se o sentido que ele busca expressar pudesse ser dito, ele o faria através da linguagem, que é o meio por excelência para a comunicação conceitual. (João Francisco Duarte Jr. Em Por que Arte-Educação? p. 45)

A Arte é o sentir, é a emoção de cada pessoa perante uma obra artística. Quando olhamos o por-do-sol, o luar, as constelações, uma linda cachoeira que são Artes naturais sentimos um enorme prazer de estar ali. Mas se perguntarmos o porquê essas obras naturais foram feitas entraremos no mundo do desconhecido. O mesmo acontece com o artista, que são os xamãs da atualidade, criam suas obras em estados de transe. E o porquê de te-las criado gera várias respostas ou a nada. Mas o artista sentiu a necessidade de criá-la. E quando apreciamos sentimos a transformação no nosso ser. Isto depende de pessoa pra pessoa - do sexo, da idade, do estado de espírito no momento da apreciação e da preferência de cada um... Por isso que sempre digo a Arte está dentro de nós.

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