domingo, 17 de janeiro de 2010

Meu conto

Um dia vivi um conto de fada... Mas cadê a fada? E o príncipe?
Eram descobertas de uma mente curiosa e de um olho observador a fada era a minha mente o príncipe ou a fera disfarçada de príncipe era o meu imaginário. Tão grande é o poder da imaginação não é mesmo?

Era uma vez um lugar chamado corpo, que tinha como majestade o rei cérebro.
Cérebro era muito eficiente, governava o seu reino com perfeição, seu controle era tanto que ninguém ousava desobedecê-lo. Mas a mente tão desafiadora e curiosa quis saber como tudo funcionava. O cérebro tão seguro de si, disse à mente que ela poderia percorrer todo o mundo, todos os moradores e toda as ordens dadas por ele. A mente então explora todo o corpo, cantinho por cantinho, achou graça do coração bater impulsinando o sangue, quis ordenar a ele que aumentasse a velocidade ou que diminuísse, mas o coração tão acostumado ao seu ritmo nem ouviu o que a mente dizia, e continuou o seu trabalho. A mente foi reclamar ao cérebro e ele lhe disse: você por ser uma mente nova não descobriu o seu poder, você ainda vai sentir o valor da descoberta, e para descobrir precisa de companhia. A mente logo entendeu. Mas quem poderia ser sua companhia? A mente pequena e sozinha correu pelo castelo, já cansada e desanimada, abriu no porão uma porta pequena e encontrou um mundo imaginário. Pegou na mão do imaginário e foi apresenta-lhe ao cérebro e como este nada disse, ela compreendeu que ele era a chave de tudo. A mente então ditava uma palavra e o imaginário logo a regressava a um mundo diferente, ditava cores, gestos, cheiros ou até mesmo o silêncio e viajava a mundos e mundos. Eram felizes com essa descoberta o imaginário se apoderava da mente e a mente do imaginário. Percorriam dia e noite todo o castelo – a princesa e o príncipe – Até que a mente se lembrou que o coração havia recusado sua ordem, puxou o imaginário pelo braço arrastando lhes as pernas, pois, o imaginário também era pequeno. E pararam diante do coração. A mente sem experiência ditava inúmeras palavras ao imaginário que a levava a vários mundos , mas nenhum destes mundos o coração se alterava, era o velho coração de sempre. A mente pensou, pensou e pensou. O que poderia mexer com um coração sadio e obediente. E ditou a palavra Amor. O coração sentiu o novo mundo, continuou a bater. A mente e o imaginário se prenderam a este mundo do amor, se acharam poderosos por governar o coração, sabiam que este correspondia à palavra amor e que amor era um mundo que eles poderiam permanecer. Cresceram juntos, todos os segredos, planos e sonhos estava com a mente e o imaginário. A mente não ditava mais nenhuma palavra e o imaginário estava parado no mundo do amor. Mas o imaginário tem necessidade de viajar, de conhecer mundos e mundos. Já dono de si, ele próprio dita uma nova palavra - Mente – e cria uma nova mente dentro do mundo de amor da primeira mente. E o coração sentiu e diminuiu a velocidade. A mente então passou a cuidar do coração, para que este não parasse e o imaginário passou a criar vários mundos dentro do primeiro mundo do amor. A mente se descontrolou e o coração partiu. Sentindo-se culpada, ela cola com pequenas lembranças de amor os pedaços do coração. E se desliga do imaginário, volta ao seu mundo solitário mesmo sabendo que uma mente sã para amar precisa do imaginário. Mas este ganhou liberdade e de imaginação a imaginação cria o seu mundo de novas mentes. Hoje a mente não conecta ao imaginário vive sobre as ordens do cérebro. Ela compreendeu que quando se descobre novos mundos, ocorre mudanças boas ou ruins... e dita pra si mesmo sempre a mesma palavra saudade...

Um comentário:

  1. Você como sempre, sabe expressar as palavras de forma sensitiva e verdadeira, em cada frase pode-se ver vida nelas.

    Meus parabéns.

    Yoshefh

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