O TEMPO
Quando tudo parece se tornar ofensa;
Quando o coração parece casco de tartaruga;
Quando se perde a noção do dia e da noite.
Quando o ar se torna mais denso;
Quando a presença humana é indiferente.
Quando os pqs já não são necessários;
Quando a união significa separação.
Quando há um abismo entre a palavra e o coração;
Quando se persiste e não há compreensão;
Quando os simples gestos se tornam obrigação;
Quando se procura sem saber a direção;
Quando o ouvido está distante do coração.
Quando se fala demais, para esquecer o pensamento insistente;
Quando se fala de menos, para esconder-se no pensamento permanente.
É hora de partir. Quando o silêncio pode se tornar absoluto.
Andréia
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