Hoje em nossa cultura é
normal presentear quem está fazendo anos, canta-se o famoso parabéns pra você,
com festas, bolos e presentes. E a pessoa homenageada se sente no centro do
universo, sendo prestigiada por amigos e parentes.
Mas no natal não é assim. Ninguém vende
presentes para Jesus, ninguém compra presentes para agradar a Jesus. Até porque
os presentes que ele desejaria não tem preço, não estão no comércio e vão
contra a vaidade do homem.
Em muitos lugares não se
lembram do aniversariante, ele não é o centro das atenções nesse dia, mas o
papai Noel sim, este é que distribui presentes que está disponível na
prateleira do supermercado e é o que eu quero. Porque é mais fácil receber,
sendo eu a pessoa especial, do que se doar, sendo outro o centro das
comemorações.
Hoje essa fantasia de que o
natal é apenas presente, bebida, comida e alegria é transmitida até mesmo nas
escolas para os pequenos, nas famosas “musiquinhas e lembrancinhas de natal”.
Que tal aquela que deixa o sapatinho na janela e o papai Noel deixa um
presente? Perfeita não? Já desde a infância vamos construindo na mente dos
pequenos o natal do comércio, de compra e venda... Mas, e quem não ganha
presente no natal? São os pobres e
infelizes, são os solitários e esquecidos, são os mortos-vivos.
Os três Reis Magos ofertaram
presentes a Jesus, não houve uma troca de presentes, houve uma oferta, uma
doação, a recompensa não pode ser materializada, apenas sentida. Aquela
recompensa que transforma o ser humano.
Hoje vivemos além do
humanismo, a supervalorização do “eu”, da estética e do conhecimento, que tem
plena consciência de que o natal é o nascimento de Jesus, mas de um Jesus que
está distante, e que o papai Noel e as pessoas estão mais próximos. Mas até que
ponto distribuir presentes é um ato de amor?