terça-feira, 26 de março de 2013



Perdi minha objetividade, era pouca, mas confesso que era motivo de orgulho. Pus-me a procurar em Machado de Assis, para ser mais exata no capítulo IX, Transição, de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
 A leitura acendeu-me a inveja.
Um capítulo pequeno, não chega a vinte linhas, cuja palavras falam, dançam, saltam, vão além, e até riem de mim.
Melhor procurar a objetividade em outro lugar.
Veja agora com que desastre faço eu a transição.
Talvez o ser humano é como sabão, derrete de vagar ou torna-se duro, depende das condições que é submetido.
Penso que estou amolecendo, vou ler José de Alencar e chorar ao final de cada romance ou pode ser que romantismo e subjetividade dure apenas uma estação, vai passar...


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

VIVA O NATAL


Hoje em nossa cultura é normal presentear quem está fazendo anos, canta-se o famoso parabéns pra você, com festas, bolos e presentes. E a pessoa homenageada se sente no centro do universo, sendo prestigiada por amigos e parentes.
 Mas no natal não é assim. Ninguém vende presentes para Jesus, ninguém compra presentes para agradar a Jesus. Até porque os presentes que ele desejaria não tem preço, não estão no comércio e vão contra a vaidade do homem.
Em muitos lugares não se lembram do aniversariante, ele não é o centro das atenções nesse dia, mas o papai Noel sim, este é que distribui presentes que está disponível na prateleira do supermercado e é o que eu quero. Porque é mais fácil receber, sendo eu a pessoa especial, do que se doar, sendo outro o centro das comemorações.
Hoje essa fantasia de que o natal é apenas presente, bebida, comida e alegria é transmitida até mesmo nas escolas para os pequenos, nas famosas “musiquinhas e lembrancinhas de natal”. Que tal aquela que deixa o sapatinho na janela e o papai Noel deixa um presente? Perfeita não? Já desde a infância vamos construindo na mente dos pequenos o natal do comércio, de compra e venda... Mas, e quem não ganha presente no natal?  São os pobres e infelizes, são os solitários e esquecidos, são os mortos-vivos.
Os três Reis Magos ofertaram presentes a Jesus, não houve uma troca de presentes, houve uma oferta, uma doação, a recompensa não pode ser materializada, apenas sentida. Aquela recompensa que transforma o ser humano.
Hoje vivemos além do humanismo, a supervalorização do “eu”, da estética e do conhecimento, que tem plena consciência de que o natal é o nascimento de Jesus, mas de um Jesus que está distante, e que o papai Noel e as pessoas estão mais próximos. Mas até que ponto distribuir presentes é um ato de amor?


domingo, 16 de dezembro de 2012

A ÁGUA E SEUS MISTÉRIOS


A água é um dos elementos essenciais à vida, além de possuir uma beleza exuberante é capaz de fazer fluir sensações, alegria, prazer...
Toda criança é atraída por água, querem pegar, beber, se molhar. Vivem com a água uma relação de velha amizade. Frio ou calor pouco importa elas querem é brincar. Qual o bebê que nunca enfiou a mão num copo de água? Qual a criança que nunca brincou na chuva? Seja na rua ou no fundo do quintal a sensação é de muita alegria.
Por que a água exibe tamanho fascínio sobre as crianças? Se bem que muitos adultos ainda vivem esse tempo de fascínio pela água. É uma das minhas diversões favoritas, pena que é tão cara tanta a água quanto o tempo.
Se a água por si só é o belo, imagina quando o assunto é brincar na água! Acrescentei a água outro belo do universo da criança. Água + brincar. E se acrescentar uma necessidade da nossa cultura, o banho, aí que tudo fica mais divertido. A criança pequena não imagina que é um momento de higiene, o normal é deixa-la à vontade. Quando se deixa uma criança a vontade o brincar flui, porque o universo imaginário é a morada da criança, principalmente quando elas imitam o mundo do adulto, cheio de objetos considerados atraentes como: carros, celulares, sapatos, maquiagens, computadores...
Quando se é pequeno, tudo é bem maior que você, até mesmo as dificuldades. Quando se é criança imitam os adultos imaginando o maravilhoso mundo de gente grande onde tudo resolvem, tudo sabem, tudo fazem.
Quando se é adulto recordam a infância por acreditar que foi um mundo maravilhoso, onde a simplicidade de uma poça de água se transforma em um parque de diversões.
Mas será que toda a criança brinca? Será que os pais sabem fazer um barquinho de papel? Será que todas as professoras de educação infantil já fizeram um barquinho de papel? Será que eles quando criança soltaram barquinhos na chuva? Não sei... Fico pensando... Quem confunde minhoca com cobra pode achar uma grande besteira tudo isso...



sábado, 15 de dezembro de 2012

"NADA QUE INTERESSA SE PODE GUARDAR"


Hoje quero dividir com todos,
o que seria de apenas um:
A alegria.

Não a minha,
 porque sou feita de egoísmo,
por dividir entristeço-me.

Hoje desejo em dobro
o verde,
o vermelho
e o branco...

Desejo todas as cores da vida,
dançando em harmonia ao dia de hoje,
 celebrando o símbolo da alegria:
O sorriso.

Hoje, com mais intensidade,
e para não incomodar a alegria,
 desejaria escrever uma única palavra.

Mas o dia é longo e merece
versos,
músicas,
danças,
luzes,
risos
e fantasias...

Hoje não é dia
para o silêncio,
sono,
cansaço,
tristeza...

Hoje é dia para o
espelho,
flores,
movimentos,
brilho,
 barulho,
abraços
 e beijos,
se puder.

"Se não puder esqueça,
de algum jeito vai passar."


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

'Ao vento

Passastes pela taça de vinho,
Perdeu o seu caminho.
Quebrou o vidro da curiosidade,
Deixou-a nua, crua, nenhuma verdade.
Cavalgou no cavalo, assustado, tremeu, correu.
Saltou no abismo e de lá renasceu...'


domingo, 9 de dezembro de 2012


ONDE ESTÁ DEUS?

Deus não se encontra nas palavras bonitas ditas ou escritas em papéis. Deus está em nós, nos nossos atos de cada dia. Como posso dizer que conheço Deus, se não reconheço nem mesmo o meu próximo. Como posso dizer que somos irmãos se eu não estendo a minha mão para você? Conhecer Deus é mais que uma responsabilidade, mais que uma obrigação, pois, por conhecer a verdade tenho o dever de fazer o que é certo. Mas nem sempre fazer o que é certo, significa fazer o que é bom para mim. Esse tal certo exige um pouco ou muito esforço de minha parte em relação ao outro. E até que ponto eu penso no outro como um ser que tropeça nos mesmos  erros que eu ou até mesmo em outros problemas da vida humana?
A paciência é quem determina muitos desses caminhos de “ajudar ao próximo”. Confesso que não sou paciente, não fui tão paciente quanto pensava ser, a paciência me fugiu quando necessitei dela.
Mas o ser humano totalmente afetivo e com sede de vida busca a paciência em outros corações. E muitos que pensam conhecer Deus e os seus intercessores são incapaz de se colocar no lugar do outro, são adultos com visão egocêntrica, com medo de sofrer preferem não sair da sua zona de conforto. Não digo resolver os problemas sociais. Estes não. Estes ficam por conta da Educação. Refiro-me às pequenas soluções do dia-a-dia que faz toda a diferença para quem aguarda uma nova direção. Se eu não consigo resolver os pequenos detalhes como é que serei capaz de resolver os maiores?
O certo ou o errado não se sabe. É por isso que a mente humana tropeça nos pequenos detalhes e nunca descobrirão os maiores, a vida é sempre um mistério. Eu não vejo Deus nas pessoas, eu não vejo Deus em mim. A solução dos grandes ou pequenos “erros” deixamos por conta da lei, por conta da democracia. E Deus se transfere de nós para os papéis, para os programas de TV, para as páginas da internet. Torna-se mais um produto do capitalismo. E viva a ciências que afunda cada vez mais a humanidade!




domingo, 2 de dezembro de 2012


 DE VOLTA

Sempre de volta à casa...
Saudade das paredes intocáveis, do chão flutuante,
Do silêncio das imagens em movimento...
É meu escudo, minha proteção, minha paz,
Minha memória...
Sinto-me viva!
Sinto-me autêntica.
Todos os humanos estão lá fora,
E eu, no meu canto de Cinderela.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

Why Rose?


Esta é a belíssima Ruana.
_Ah! mas Ruana não é nome de Rosa. É um nome qualquer, e ainda feio.
_Não não. Aí que você se engana. Ruana é nome de princesa.
E para provar mais um de meus processos mentais que ainda me levarão a loucura, está aí à bela princesa verde e Rosa.
Ela faz parte de um ciclo que se abriu há alguns anos, mas não se fechou.
Cheguei à conclusão que os ciclos não se fecham no mundo interior, eles continuam a existir nas profundezas de minha mente.
Fecham-se apenas com a Morte.
Como não morri, todos os ciclos tiveram continuidade, desde a minha infância, desde que se constituiu a minha memória. É ela quem dá continuidade nos ciclos, nas cavernas misteriosas da minha mente.
Cada clique uma memória, cada memória um acontecimento, cada acontecimento um mundo, que de acordo com a minha vivência se renova aos poucos.
Como prova da renovação do ciclo do Pequeno Príncipe e do ciclo do Bruxinho, eu plantei e cultivo a pequena Ruana.
"Agora" é um ciclo só meu, mas visível ao mundo exterior.


terça-feira, 5 de junho de 2012

As minhas decepções


O tamanho da minha decepção vai depender do tamanho da minha fé.
A minha fé, na vida, nas pessoas, e em tudo que acredito, é grande.
Pode achar que conhece-me...
mas nem mesmo eu conheço os poderes da minha mente,
o que acredito hoje, pode não ser o que acredito amanhã.
Logo, as minhas decepções são mutáveis.
As alegrias, o choro, o início de um ciclo,
o rompimento de um outro ciclo com o mundo exterior,
desenham a escada da decepção.
E eu decido em que degrau quero ficar,
Eu decido em que acreditar,
As decepções são minhas.