Quando penso em desisti, vem logo aquela sensação de cortar parte de mim, de extrair um órgão do meu corpo, e o receio de que algum sistema possa não funcionar corretamente. Isso pode ser a doença do século, não digo da moda, porque moda é algo de escolha. Eu tenho a minha, você tem a sua. Mesmo sendo contemporâneos as modas são diferentes. Agora, quando digo doença do século é algo mais grosseiro, sem margem para escolha. Esta aí a palavra onde eu queria chegar escolha. Decidir e desistir é questão de escolha. Escolhemos coisas boas o tempo todo, tentando acertar, encaixar, viver o perfeito, o pronto e acabado. Mas as coisas boas se transformam em ruins, é daí que buscamos por todos os lados se livrar delas. Se o mal aumenta, doamos um braço, uma perna, um rim, nunca o coração. Mas quando o mal infecciona a mente leva consigo o coração.
"A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que o seu mundo seja uma fantasia, sua vida um sonho,nem qualquer outra coisa assim, poética e pseudofilosófica. Isso significa que 'seu mundo' é maior que os estímulos que o cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada..." (LANGER, Suzanne K.) - Filosofia e Psicologia da Arte
domingo, 31 de março de 2013
Sem Escolha
Quando penso em desisti, vem logo aquela sensação de cortar parte de mim, de extrair um órgão do meu corpo, e o receio de que algum sistema possa não funcionar corretamente. Isso pode ser a doença do século, não digo da moda, porque moda é algo de escolha. Eu tenho a minha, você tem a sua. Mesmo sendo contemporâneos as modas são diferentes. Agora, quando digo doença do século é algo mais grosseiro, sem margem para escolha. Esta aí a palavra onde eu queria chegar escolha. Decidir e desistir é questão de escolha. Escolhemos coisas boas o tempo todo, tentando acertar, encaixar, viver o perfeito, o pronto e acabado. Mas as coisas boas se transformam em ruins, é daí que buscamos por todos os lados se livrar delas. Se o mal aumenta, doamos um braço, uma perna, um rim, nunca o coração. Mas quando o mal infecciona a mente leva consigo o coração.
terça-feira, 26 de março de 2013
Perdi minha objetividade, era pouca, mas
confesso que era motivo de orgulho. Pus-me a procurar em Machado de Assis, para
ser mais exata no capítulo IX, Transição, de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
A
leitura acendeu-me a inveja.
Um capítulo pequeno, não chega a vinte
linhas, cuja palavras falam, dançam, saltam, vão além, e até riem de mim.
Melhor procurar a objetividade em outro
lugar.
Veja agora com que desastre faço eu a
transição.
Talvez o ser humano é como sabão, derrete de
vagar ou torna-se duro, depende das condições que é submetido.
Penso
que estou amolecendo, vou ler José de Alencar e chorar ao final de cada romance ou pode ser que romantismo e subjetividade dure apenas uma estação, vai passar...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
VIVA O NATAL
Hoje em nossa cultura é
normal presentear quem está fazendo anos, canta-se o famoso parabéns pra você,
com festas, bolos e presentes. E a pessoa homenageada se sente no centro do
universo, sendo prestigiada por amigos e parentes.
Mas no natal não é assim. Ninguém vende
presentes para Jesus, ninguém compra presentes para agradar a Jesus. Até porque
os presentes que ele desejaria não tem preço, não estão no comércio e vão
contra a vaidade do homem.
Em muitos lugares não se
lembram do aniversariante, ele não é o centro das atenções nesse dia, mas o
papai Noel sim, este é que distribui presentes que está disponível na
prateleira do supermercado e é o que eu quero. Porque é mais fácil receber,
sendo eu a pessoa especial, do que se doar, sendo outro o centro das
comemorações.
Hoje essa fantasia de que o
natal é apenas presente, bebida, comida e alegria é transmitida até mesmo nas
escolas para os pequenos, nas famosas “musiquinhas e lembrancinhas de natal”.
Que tal aquela que deixa o sapatinho na janela e o papai Noel deixa um
presente? Perfeita não? Já desde a infância vamos construindo na mente dos
pequenos o natal do comércio, de compra e venda... Mas, e quem não ganha
presente no natal? São os pobres e
infelizes, são os solitários e esquecidos, são os mortos-vivos.
Os três Reis Magos ofertaram
presentes a Jesus, não houve uma troca de presentes, houve uma oferta, uma
doação, a recompensa não pode ser materializada, apenas sentida. Aquela
recompensa que transforma o ser humano.
Hoje vivemos além do
humanismo, a supervalorização do “eu”, da estética e do conhecimento, que tem
plena consciência de que o natal é o nascimento de Jesus, mas de um Jesus que
está distante, e que o papai Noel e as pessoas estão mais próximos. Mas até que
ponto distribuir presentes é um ato de amor?
domingo, 16 de dezembro de 2012
A ÁGUA E SEUS MISTÉRIOS
Toda criança é atraída por
água, querem pegar, beber, se molhar. Vivem com a água uma relação de velha
amizade. Frio ou calor pouco importa elas querem é brincar. Qual o bebê que
nunca enfiou a mão num copo de água? Qual a criança que nunca brincou na chuva?
Seja na rua ou no fundo do quintal a sensação é de muita alegria.
Por que a água exibe tamanho
fascínio sobre as crianças? Se bem que muitos adultos ainda vivem esse tempo de
fascínio pela água. É uma das minhas diversões favoritas, pena que é tão cara
tanta a água quanto o tempo.
Se a água por si só é o
belo, imagina quando o assunto é brincar na água! Acrescentei a água outro belo
do universo da criança. Água + brincar. E se acrescentar uma necessidade da
nossa cultura, o banho, aí que tudo fica mais divertido. A criança pequena não
imagina que é um momento de higiene, o normal é deixa-la à vontade. Quando se
deixa uma criança a vontade o brincar flui, porque o universo imaginário é a
morada da criança, principalmente quando elas imitam o mundo do adulto, cheio
de objetos considerados atraentes como: carros, celulares, sapatos, maquiagens,
computadores...
Quando se é pequeno, tudo é bem
maior que você, até mesmo as dificuldades. Quando se é criança imitam os adultos
imaginando o maravilhoso mundo de gente grande onde tudo resolvem, tudo sabem,
tudo fazem.
Quando se é adulto recordam a
infância por acreditar que foi um mundo maravilhoso, onde a simplicidade de uma
poça de água se transforma em um parque de diversões.
Mas será que toda a criança
brinca? Será que os pais sabem fazer um barquinho de papel? Será que todas as
professoras de educação infantil já fizeram um barquinho de papel? Será que
eles quando criança soltaram barquinhos na chuva? Não sei... Fico pensando...
Quem confunde minhoca com cobra pode achar uma grande besteira tudo isso...
sábado, 15 de dezembro de 2012
"NADA QUE INTERESSA SE PODE GUARDAR"
Hoje
quero dividir com todos,
o
que seria de apenas um:
A alegria.
Não
a minha,
porque sou feita de egoísmo,
por
dividir entristeço-me.
Hoje
desejo em dobro
o
verde,
o
vermelho
e
o branco...
Desejo
todas as cores da vida,
dançando
em harmonia ao dia de hoje,
celebrando o símbolo da alegria:
O sorriso.
Hoje,
com mais intensidade,
e para
não incomodar a alegria,
desejaria escrever uma única palavra.
Mas
o dia é longo e merece
versos,
músicas,
danças,
luzes,
risos
e
fantasias...
Hoje não
é dia
para
o silêncio,
sono,
cansaço,
tristeza...
Hoje
é dia para o
espelho,
flores,
movimentos,
brilho,
barulho,
abraços
e beijos,
se
puder.
"Se não puder esqueça,
de algum jeito vai passar."
"Se não puder esqueça,
de algum jeito vai passar."
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
ONDE ESTÁ DEUS?
Deus não se encontra nas
palavras bonitas ditas ou escritas em papéis. Deus está em nós, nos nossos atos
de cada dia. Como posso dizer que conheço Deus, se não reconheço nem mesmo o
meu próximo. Como posso dizer que somos irmãos se eu não estendo a minha mão
para você? Conhecer Deus é mais que uma responsabilidade, mais que uma
obrigação, pois, por conhecer a verdade tenho o dever de fazer o que é certo.
Mas nem sempre fazer o que é certo, significa fazer o que é bom para mim. Esse
tal certo exige um pouco ou muito esforço de minha parte em relação ao outro. E
até que ponto eu penso no outro como um ser que tropeça nos mesmos erros que eu ou até mesmo em outros problemas
da vida humana?
A paciência é quem determina
muitos desses caminhos de “ajudar ao próximo”. Confesso que não sou paciente,
não fui tão paciente quanto pensava ser, a paciência me fugiu quando necessitei
dela.
Mas o ser humano totalmente
afetivo e com sede de vida busca a paciência em outros corações. E muitos que
pensam conhecer Deus e os seus intercessores são incapaz de se colocar no lugar
do outro, são adultos com visão egocêntrica, com medo de sofrer preferem não
sair da sua zona de conforto. Não digo resolver os problemas sociais. Estes não.
Estes ficam por conta da Educação. Refiro-me às pequenas soluções do dia-a-dia
que faz toda a diferença para quem aguarda uma nova direção. Se eu não consigo
resolver os pequenos detalhes como é que serei capaz de resolver os maiores?
O certo ou o errado não se
sabe. É por isso que a mente humana tropeça nos pequenos detalhes e nunca
descobrirão os maiores, a vida é sempre um mistério. Eu não vejo Deus nas
pessoas, eu não vejo Deus em mim. A solução dos grandes ou pequenos “erros” deixamos
por conta da lei, por conta da democracia. E Deus se transfere de nós para os
papéis, para os programas de TV, para as páginas da internet. Torna-se mais um
produto do capitalismo. E viva a ciências que afunda cada vez mais a
humanidade!
domingo, 2 de dezembro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Why Rose?
Esta é a belíssima Ruana.
_Ah! mas Ruana não é nome de Rosa. É um nome qualquer, e ainda feio.
_Não não. Aí que você se engana. Ruana é nome de princesa.
E para provar mais um de meus processos mentais que ainda me levarão a loucura, está aí à bela princesa verde e Rosa.
Ela faz parte de um ciclo que se abriu há alguns anos, mas não se fechou.
Cheguei à conclusão que os ciclos não se fecham no mundo interior, eles continuam a existir nas profundezas de minha mente.
Fecham-se apenas com a Morte.
Como não morri, todos os ciclos tiveram continuidade, desde a minha infância, desde que se constituiu a minha memória. É ela quem dá continuidade nos ciclos, nas cavernas misteriosas da minha mente.
Cada clique uma memória, cada memória um acontecimento, cada acontecimento um mundo, que de acordo com a minha vivência se renova aos poucos.
Como prova da renovação do ciclo do Pequeno Príncipe e do ciclo do Bruxinho, eu plantei e cultivo a pequena Ruana.
"Agora" é um ciclo só meu, mas visível ao mundo exterior.
Assinar:
Postagens (Atom)
